Neste fim de semana, a primeira-dama Janja publicou nas redes sociais um vídeo em que o presidente Lula aparece realizando exercícios físicos. O que poderia ser apenas mais um registro cotidiano ganhou contornos políticos imediatos: chamou atenção a boa forma e a mobilidade do presidente, especialmente considerando que ele passou recentemente por uma cirurgia no quadril. Em tempos em que a imagem pública é cuidadosamente construída e disputada, cada gesto, cada movimento (ou a ausência deles) comunica muito mais do que aparenta.
Não é a primeira vez que Lula compartilha registros em que surge ativo, disposto e fisicamente bem. Há, evidentemente, uma estratégia por trás disso. Em um cenário político cada vez mais marcado por ataques pessoais, a tentativa de associá-lo à fragilidade da idade avançada perde força diante de imagens que mostram o contrário. A narrativa do “idoso incapaz” não se sustenta quando confrontada com um presidente que se exercita, se movimenta e demonstra vitalidade. E, no jogo político, desmontar previamente o discurso do adversário é metade da vitória.
Vale lembrar que a idade avançada não é uma exceção, mas uma tendência global entre líderes políticos. O mundo tem sido governado, em grande medida, por figuras experientes e nem sempre saudáveis. Nesse contexto, o que diferencia Lula não é apenas a idade, mas a condição em que chega a ela. Em um cenário internacional onde longevidade política nem sempre caminha lado a lado com vitalidade física, Lula parece desafiar essa lógica. E isso, gostem ou não seus adversários, tem um peso simbólico e eleitoral que não pode ser ignorado.
Assista ao vídeo:
