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Wagner Moura vence, Trump enlouquece de vez e golpista vai pra Papuda

O ano anda meio devagar. Dá aquela sensação estranha de que ele ainda não começou de verdade. Talvez faça sentido essa máxima tão brasileira de que o ano só engrena depois do Carnaval. Até lá, seguimos em ritmo de aquecimento, como quem ainda está espreguiçando a alma.

Mas a semana que passou resolveu contrariar essa lentidão geral e foi tudo, menos parada.

Teve Donald Trump, mais uma vez, repetindo que quer a Groenlândia, como se fosse um terreno à venda em site imobiliário. O resto do mundo, claro, ficou entre o perplexo e o incrédulo, tentando entender até onde vai esse delírio geopolítico.

No campo das boas notícias, vivemos uma noite histórica para a cultura brasileira. Wagner Moura levou o Globo de Ouro, e, como se não bastasse, O Agente Secreto venceu na categoria de melhor filme em língua não inglesa. Estamos, sem exagero, vivendo o melhor momento do cinema brasileiro. É talento, reconhecimento e autoestima cultural caminhando juntos, e é lindo de ver.

Aqui dentro, a política também se mexeu. Tivemos novo ministro da Justiça, sinalizando a inauguração de um novo tempo para a segurança pública, ao menos na promessa e na expectativa. Ao mesmo tempo, assistimos a mais um episódio lamentável envolvendo Damares Alves e Silas Malafaia. O pastor, fiel ao personagem que construiu, foi grosseiro, inadequado e desrespeitoso, atravessando qualquer limite mínimo de civilidade ao atacar uma senadora da República.

Mas, para mim, nada superou a melhor notícia da semana: Jair Bolsonaro está na Papudinha. Preso. Como todo bandido tem que ficar. Não é vingança, não é comemoração rasa é a reafirmação de um princípio básico: ninguém está acima da lei.

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