A noite ao fundo tece sua magia,
misturando cores secretas na poesia viva da tua pele.
Cada sombra, cada luz, cada tom
se transforma em tinta indelével,
cravando em tatuagens suaves e eternas
o nome do amor sobre teu corpo.
É um amor que decifra enigmas antigos,
que confunde pensamentos com suspiros,
que embaralha sentimentos como vento em folhas outonais,
deixando apenas a certeza quente de te pertencer.
Tu és espinho que protege a flor mais rara,
guardião delicado de pétalas que se abrem apenas ao luar,
marcas perpétuas que o tempo não apaga,
mas aprofunda, como beijos que se tornam cicatrizes de luz.
Na tela da tua pele, a noite pinta sinfonias,
vermelhos de paixão, azuis de calmaria,
dourados de desejo, negros de mistério profundo.
E eu, encantado, leio cada traço,
cada curva, cada cor,
como o mais belo poema
que o universo já escreveu
em forma de mulher.

