Fé: Esse Brasíl é de todo mundo

Eduardo Martínez
3 minutos de leitura
Gilberto Motta - Texto e Fotos

Caros leitores e leitoras:

Hoje, retomarei aqui mais uma de minhas crônicas da série “Deu no poste e na Internet…”.
O texto é resultado de atentas observações – no último mês -, de sites e publicações que encontrei em diversos sites das principais redes digitais.
É, por isto mesmo, uma mistura de tendências, setas que apontam para os dias que batem à nossa porta.
Vamos lá?

Antes que alguém pergunte: aqui não tem partido, não tem candidato e não tem lado político? Tem: o único lado que essa crônica sustenta é o da liberdade. E jamais poderemos esquecer que Viver é um ato político.Liberdade religiosa.

Liberdade de expressão.
Liberdade de professar a sua fé de cabeça erguida, sem precisar se esconder.

Durante muito tempo, isso não existiu.

 

O Código Penal de 1890 tratava o espiritismo e a “magia” como crime. Terreiro precisava de licença da polícia para funcionar, e na Bahia essa exigência só caiu em 1976.

 

Muita gente escondeu a guia debaixo da roupa, rezou baixinho e escondeu o Orixá atrás da imagem do santo para poder manter a fé viva.

 

Hoje a Constituição garante, no artigo 5º, que a liberdade de crença é inviolável. Para todos: para quem reza o Pai-Nosso e para quem canta ponto, para quem vai à missa, ao culto, à mesquita, à sinagoga, ao centro espírita ou ao terreiro. E também para quem não tem religião nenhuma.

 

Estado laico não é um Estado sem Deus. É um Estado que não escolhe o Deus de ninguém.

 

Nenhum governo decreta a fé de um povo. Fé não carece de explicação oficial, ela nasce no peito.

 

O tempo é o de respeitar o amigo de outra religião que te respeita do jeito que você é.

 

A liberdade de hoje custou muito caro para os nossos mais velhos.

 

Saravá, amém,

axé,
aleluia,
shalom,
salam…
…………………..
*Veja este vídeo publicado na internet nesta semana que, de certa forma, abarca conceitos e reflexões propostos pela crônica: 
Gilberto Motta é escritor, poeta, jornalista e pesquisador. Vive na Guarda do Embaú, vila de pescadores no Sul de SC.
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