Caros leitores e leitoras:

Antes que alguém pergunte: aqui não tem partido, não tem candidato e não tem lado político? Tem: o único lado que essa crônica sustenta é o da liberdade. E jamais poderemos esquecer que Viver é um ato político.Liberdade religiosa.
Durante muito tempo, isso não existiu.
O Código Penal de 1890 tratava o espiritismo e a “magia” como crime. Terreiro precisava de licença da polícia para funcionar, e na Bahia essa exigência só caiu em 1976.
Muita gente escondeu a guia debaixo da roupa, rezou baixinho e escondeu o Orixá atrás da imagem do santo para poder manter a fé viva.
Hoje a Constituição garante, no artigo 5º, que a liberdade de crença é inviolável. Para todos: para quem reza o Pai-Nosso e para quem canta ponto, para quem vai à missa, ao culto, à mesquita, à sinagoga, ao centro espírita ou ao terreiro. E também para quem não tem religião nenhuma.
Estado laico não é um Estado sem Deus. É um Estado que não escolhe o Deus de ninguém.
Nenhum governo decreta a fé de um povo. Fé não carece de explicação oficial, ela nasce no peito.
O tempo é o de respeitar o amigo de outra religião que te respeita do jeito que você é.
A liberdade de hoje custou muito caro para os nossos mais velhos.
Saravá, amém,


Lula!