Água cristalina não basta e cuidados mantêm piscina saudável e longe de fungos 

Redação
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Margareth Paranhos - Foto de Arquivo

Limpeza, filtragem e controle adequado da água ajudam a transformar o mergulho em lazer, e não em fonte de problemas. Em dias quentes, poucas coisas são tão convidativas quanto uma piscina de água transparente esperando por um mergulho.

Mas há uma armadilha nessa imagem perfeita: água aparentemente limpa não significa, necessariamente, água sanitariamente adequada.

Piscinas exigem rotina, porque folhas, poeira, resíduos trazidos pelo vento, suor, cosméticos e matéria orgânica levada pelos próprios banhistas alteram a qualidade da água. Sem manutenção adequada, o ambiente pode favorecer microrganismos e transformar aquilo que deveria proporcionar lazer em risco desnecessário.

Por isso, cuidar de uma piscina vai muito além de retirar folhas com uma peneira. É preciso manter filtragem adequada, fazer a limpeza física das superfícies e acompanhar parâmetros químicos da água, especialmente desinfetante e pH, seguindo as recomendações técnicas dos produtos e equipamentos utilizados.

Exagerar nos produtos também não resolve. Uma piscina saudável depende de equilíbrio, e não simplesmente de despejar produtos químicos na água.

Atenção também fora da água é preciso, porque nem todo problema associado à piscina nasce dentro dela.

Fungos relacionados a micoses podem ser adquiridos principalmente em ambientes úmidos ao redor da piscina, pisos, vestiários e chuveiros, sobretudo quando há contato descalço com superfícies contaminadas.

Daí a importância de manter o entorno limpo, evitar água empoçada e cuidar das áreas comuns. Toalhas, chinelos e objetos pessoais também não devem ser compartilhados indiscriminadamente.

Antes do mergulho, uma ducha ajuda a reduzir a quantidade de suor, cremes e outros resíduos levados para a piscina. Depois, novo banho é uma medida simples de higiene. Quem estiver com diarreia deve evitar entrar na água. Feridas abertas também merecem atenção.

Crianças pequenas exigem vigilância redobrada não apenas pela qualidade da água, mas principalmente pelo risco de afogamento. Piscinas residenciais devem contar com barreiras de proteção adequadas e supervisão constante de um adulto.

A rotina básica inclui retirar sujeiras visíveis, escovar paredes e bordas quando necessário, aspirar o fundo, manter filtros e equipamentos funcionando corretamente e medir regularmente a qualidade da água.

Em piscinas de uso coletivo, a responsabilidade precisa ser ainda maior devido ao número de usuários. O objetivo não é transformar o proprietário em químico ou especialista em tratamento de água. Quando houver dúvida, manutenção profissional é a escolha prudente.

Afinal, piscina existe para produzir lembranças agradáveis: crianças brincando, amigos reunidos, família descansando e aquele mergulho providencial depois de um dia quente. Água azul é bonita, mas bem cuidada é muito melhor.

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