A reeleição de Celina Leão mantém sob sua responsabilidade a condução da crise do Banco de Brasília. A instituição enfrenta questionamentos relacionados às operações com o Banco Master, além da necessidade de recomposição de sua capacidade financeira. Durante a campanha, a governadora defendeu a recuperação do banco e afastou a possibilidade de privatização.
A solução exigirá condições de financiamento, esclarecimento das operações e observância das exigências regulatórias. O compromisso de preservar a instituição deverá ser acompanhado por medidas que demonstrem sua viabilidade econômica e protejam o patrimônio público.
O governo distrital procura alternativas para uma operação de crédito de até R$ 6,6 bilhões destinada ao BRB. A concessão de garantia federal enfrenta objeções relacionadas à classificação fiscal do Distrito Federal. A Advocacia-Geral da União apresentou argumentos contrários à operação, com fundamento nas regras aplicáveis à capacidade de pagamento dos entes federativos.
A questão envolve decisões administrativas e jurídicas que não são modificadas automaticamente pelo resultado eleitoral. A relação entre Celina e Lula poderá facilitar o diálogo institucional, mas qualquer solução precisará atender aos requisitos legais.

