Sobre Gaza hão de nascer rosas,
Sanguíneas alegorias da Pátria,
Hoje, ceifadas, tão caule
Da alegria dos pais,
Patéticas mãos para o Céu.
Sobre Gaza hão de nascer pães,
Fermento de gerações,
Pólens de sorrir mães.
Um dia sem dores:
Flores, beleza e perdão.
Gaza ainda será verbo,
Este, de se conjugar paz,
Mesmo memória de cinzas,
Artilharia de escombros,
Êxtase de malvados.
Não germinará nenhuma honra
De um panteão de tormentos.
Quem irá saudar heróis
Campeões olímpicos no abate
De inocentes, civis e crianças?
Pássaros, hoje, afugentados,
Saberão reconstruir ninhos.
Dos ímpios tenho dúvida
Se hão de ungir louros
Nas sendas do enxofre.


Gaza se tornou palco de genocídio do século XXI. Infelizmente a ONU finge que nada acontece.