“01, joga tudo no Mendonça. Será a cartada final”
“Não vou aos encontros porque tenho que cuidar do meu Galego”
“Eu sou ELE hoje. Meu pai está encarnado em mim”
“ELE está vivo; não vamos esquecer disso: o Capitão é eterno”
Frases aparentemente isoladas, proferidas nos últimos meses, por diferentes “atores” do processo político/eleitoral no quintal da extrema direita.
Nem precisa dar o nome de quem disse o quê, em qual frase aí em cima, e em que contexto. É de conhecimento público.
O fato central é que há um pré-velório contínuo em andamento.
As aves-de-rapina acendendo velas, rezando fielmente em seus ritos e lutando entre si pelo espólio do moribundo.
“Porra…eu tô vivo, TÁOKEY?”, grita a voz gutural, abalada, lá do fundo opaco da História como mix de aviso e pedido de socorro.
O ministro André Mendonça está fazendo o “trabalhinho sujo e competente” levando o país às chamas na busca de implodir a Polícia Federal e o STF.
Eficiente e competente na malandragem.
Há algumas semanas das eleições decisivas para a segurança ou não da democracia em terras brasilis, vivemos uma mistura de pânico, assombro, náusea e vertigem total.
E segue o velório.
Falta apenas a música e os cânticos em latim: o réquiem.
Depois do “bate os pregos e fecha o caixão”, aí, sim: será briga de faca entre cegos alucinados no cabaré reacionário.
No mais, vá até a urna E VOTE. E faça a coisa certa.
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Gilberto Motta é escritor, poeta, jornalista e pesquisador que acredita que o nosso país carece de uma manhã verdadeiramente de Sol. Vive na Guarda do Embaú, litoral de SC.

