Réquiem para um morto-vivo

Eduardo Martínez
2 minutos de leitura
Gilberto Motta - Texto e Foto

“01, joga tudo no Mendonça. Será a cartada final”

“Não vou aos encontros porque tenho que cuidar do meu Galego”

“Eu sou ELE hoje. Meu pai está encarnado em mim”

“ELE está vivo; não vamos esquecer disso: o Capitão é eterno”

Frases aparentemente isoladas, proferidas nos últimos meses, por diferentes “atores” do processo político/eleitoral no quintal da extrema direita.

Nem precisa dar o nome de quem disse o quê, em qual frase aí em cima, e em que contexto. É de conhecimento público.

O fato central é que há um pré-velório contínuo em andamento.

As aves-de-rapina acendendo velas, rezando fielmente em seus ritos e lutando entre si pelo espólio do moribundo.

“Porra…eu tô vivo, TÁOKEY?”, grita a voz gutural, abalada, lá do fundo opaco da História como mix de aviso e pedido de socorro.

O ministro André Mendonça está fazendo o “trabalhinho sujo e competente” levando o país às chamas na busca de implodir a Polícia Federal e o STF.

Eficiente e competente na malandragem.

Há algumas semanas das eleições decisivas para a segurança ou não da democracia em terras brasilis, vivemos uma mistura de pânico, assombro, náusea e vertigem total.

E segue o velório.

Falta apenas a música e os cânticos em latim: o réquiem.

Depois do “bate os pregos e fecha o caixão”, aí, sim: será briga de faca entre cegos alucinados no cabaré reacionário.

No mais, vá até a urna E VOTE. E faça a coisa certa.

………………………….

Gilberto Motta é escritor, poeta, jornalista e pesquisador que acredita que o nosso país carece de uma manhã verdadeiramente de Sol. Vive na Guarda do Embaú, litoral de SC.

Compartilhar
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *