Soneto da Chuva

Eduardo Martínez
1 minutos de leitura
Luiz Martins da Silva - Texto e Aquarela

Por ti esperei, quase desencantado noivo.
Rima rica, havias, sim, de chegar a tempo.
Marcha nupcial, compassos de tuas gotas,
Bailado das últimas folhas secas ao vento.

Realizada, pois, inteira fantasia, portanto,
Récita de louvores tantas vezes ensaiada.
Então, os dois, na hora do beijo, lágrimas,
Tanta era a alegria pelo nosso reencontro.

Agora, pois, como estás feliz e preparada,
Deixa-me servir-te enquanto tu derramas
O mesmo prazer, quase a não se traduzir

Do quanto te quero, quase um desespero,
Pois, tanto atraso dava medo de não vires.
Agora, é saber do sabor de nossos sonhos.

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