Andreia foca autonomia feminina na disputa por vaga entre distritais

Redação
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Carolina Andrade - Foto Acervo Pessoal

A corrida para a Câmara Legislativa nas eleições deste domingo, 4, já tem seus quadros e pautas prioritárias. A jornalista Andreia Salles, que atua na área de comunicação na capital desde 1998, apresentou os pilares de sua candidatura a deputada distrital, colocando a equidade, a proteção e a liderança das mulheres no centro do seu projeto político

Com o lema de buscar “um Distrito Federal acolhedor para as famílias e justo para as mulheres”, Salles afirma ter construído sua plataforma a partir da escuta direta das demandas nas Regiões Administrativas do DF. Segundo a candidata, como a mulher chegou mais tarde ao mercado de trabalho, há uma necessidade urgente de apoio estrutural para que ela ocupe posições de liderança em todos os setores, incluindo a política.

“Transformar propósito em lei e indignação em trabalho social já é a minha vida há mais de duas décadas. Chegou a hora de levar essa experiência e essa coragem para a Câmara Legislativa do Distrito Federal”, afirma a candidata, fazendo um paralelo com sua trajetória profissional na cidade.

O fio condutor da campanha se resume na máxima, ‘Nada sobre nós sem nós’. A jornalista defende o princípio democrático de que nenhuma política pública deve ser decidida sem a participação direta das mulheres, criticando a baixa representatividade nos espaços de poder.

A plataforma de Andreia é sustentada por compromissos focados em garantir que a vida, a integridade e a dignidade feminina sejam protegidas de forma intransigente. O projeto se divide em eixos emergenciais. O primeiro é o enfrentamento rigoroso à violência de gênero. O programa prevê o fortalecimento das redes de acolhimento, atendimento protetivo mais célere, maior apoio às delegacias das mulheres, a extensão dos programas de abrigo e autonomia para vítimas em situação de risco e seus filhos.

“As taxas de violência contra a mulher no DF são alarmantes e exigem ação imediata”, alerta Salles. Para ela, o rompimento desse ciclo de violência doméstica está intrinsecamente ligado à independência financeira. Por isso, o segundo pilar da campanha foca na autonomia e em oportunidades reais: combate às disparidades salariais, estímulo à contratação no mercado de trabalho, fomento à criação de cooperativas e incentivo ao empreendedorismo feminino.

A infraestrutura de cuidado é tratada como prioridade nessa equação de independência. A candidata é categórica ao afirmar que “não existe empoderamento feminino sem creche”, defendendo o fortalecimento desses espaços e a implantação obrigatória de contraturno nas escolas. O pacote de propostas se fecha com atenção à saúde da mulher, propondo um acolhimento psicológico estruturado na rede pública para enfrentar o quadro crítico de saúde mental, além do fortalecimento da rede de apoio às mães solo.

“Só uma mulher compreende as necessidades de outra mulher. Não podemos esperar que homens criem políticas públicas eficazes para nós, mulheres. Eles não enfrentam nossa realidade em transportes públicos, nas ruas escuras ou no ambiente de trabalho. Precisamos estar lá na hora de decidir”, conclui.

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