Pelo histórico familiar, pelos recentes envolvimentos com Daniel Vorcaro e com o advogado Willer Tomaz e, sobretudo por conta de sua pífia atuação como parlamentar estadual e federal, até as paredes da mansão dos Bolsonaro sabiam que Flávio, o 01, era o candidato mais fácil de ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva. Estranhamente, ele cresceu e venceu o primeiro turno das eleições presidenciais, mas logo os eleitores caíram na real e perceberam, ainda que tardiamente, que o irreal seria eleger Flávio Bolsonaro presidente da República.
Paralelamente à sua incontestável incapacidade como gestor, Flávio também se mostrou incapaz como ser humano e como cidadão. Consciente de suas limitações como homem público, o candidato arranjado pela maioria do PL, partido liderado por Valdemar Costa Neto, mas comandado por Jair Messias Bolsonaro, optou pelo caminho mais curto para a desgraça política de qualquer pessoa. Sem discurso, ideias e projetos, 01 partiu para, literalmente, atacar Deus e o mundo.
Mestre na arte do etarismo, ele desandou críticas à idade do principal adversário. Com a sutileza de um elefante no cio, raivosamente chegou a dizer que, velho demais para a função, Lula deveria ir para casa cuidar dos netos. Eu e milhões de brasileiros da terceira idade vestimos a carapuça e decidimos seguir o entendimento de filhos e netos, para os quais um candidato que não vive para servir não serve para viver, consequentemente não merecia ser eleito. Não foi!
O mesmo ocorreu com os nordestinos, nortistas e católicos, esses últimos atingidos na alma ao serem informados que, eleito, Flávio Bolsonaro cassaria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Perdeu todos esses votos. No mínimo, os 4,4 milhões que foram direto para o balaio já recheado de Lula da Silva. Como diz o ditado, quem não tem competência não se estabelece. Flávio foi avisado, mas preferiu correr o risco. Incluindo os votos que conseguiu, acabou sem nada. A médio prazo, deve perder até a liberdade.
Nada de anormal para um cidadão que jurou ser patriota até a primeira derrota e que, depois de fazer da grosseria, do deboche, das rachadinhas e do dinheiro fácil um meio de vida, partiu sem passaporte e de mala e cuia para, quem sabe, viver, como o irmão caçula, de fritar hambúrgueres nos Estados Unidos. Digo isso porque não há hipótese de Alexandre de Moraes ou de qualquer outra autoridade que zele pelo nome deixar de confiscar o amontoado de bens adquiridos por Flávio Bolsonaro com dinheiro sujo.
A desfaçatez foi tão grande que, ao informar que pediria a cassação da chapa de Lula, 01 acusou o vencedor de usar dinheiro público para “fazer a maior compra de votos da história” e de divulgar fake news em massa. Segundo Flávio, isso teria desequilibrado a disputa eleitoral. Já com a cabeça nos Estados Unidos, provavelmente o candidato derrotado se esqueceu das maquiavélicas manobras da família nas eleições de 2018 e 2022.
O povo e a mídia séria não esqueceram. Tanto que, diante de mais uma fuga covarde de um membro da família que pensou em se apossar do Brasil, a informação mais explosiva é que, em nova pesquisa, finalmente Flávio Bolsonaro está na frente. O problema é que a Polícia Federal e a Interpol estão atrás.

