Milagre de Janones ajuda a vencer soberba e deboche

Redação
Redação
4 minutos de leitura
Arimathéia Martins - Foto Paulo Pinto

Seja no futebol, na porrinha, no amor, no sexo e até na política, os deuses do gramado, da relva, da alcova e das urnas costumam punir aqueles que, como se diz na gíria popular, cantam vitória antes da hora. O termo significa comemorar um sucesso, uma conquista, uma boa transa ou um resultado positivo sem que ele esteja de fato garantido ou concluído. Ou seja, o risco de convocar vizinhos, aliados e afins para participar do churrasco antes do juízo final é esturricar a carne, matar o ganso sem afogá-lo e chocar o chope.

Qualquer semelhança com a turma da direita belicosa e enlouquecida pelo poder não é mera coincidência. Sem querer chutar cachorro morto, o fato mais relevante desse histórico domingo (25) eleitoral foi a vitória da verdade sobre a mentira, o engodo e a sacanagem política. Sem preocupação alguma com eventuais disfarces, autoridades da Justiça Eleitoral, senadores e deputados eleitos e reeleitos, entre eles o menino maluquinho Nikolas Ferreira, passaram a campanha inteira espalhando desinformação.

Perderam tempo, a eleição, a credibilidade do povo e o respeito dos eleitores e até de alguns simpatizantes. Graças a Deus, Nossa Senhora Aparecida intercedeu e enviou à Terra São Janones Tadeu, o homem que ajudou a mudar a história da eleição presidencial de 2026. Por obra dele, foi evitada uma das maiores injustiças da política tupiniquim. Com apoio explícito de Janones, a maioria dos brasileiros não permitiu que figuras históricas da política brasileira saíssem de cena derrotadas por oportunistas, mentirosos e todos os possíveis adjetivos de negação.

Com todo respeito aos simpatizantes do senador Flávio Bolsonaro, mas seria demais para os verdadeiros patriotas que o filho do Jair, ainda um arremedo de político, fosse o responsável pela retirada de Luiz Inácio Lula da Silva e de Geraldo Alckmin pela porta dos fundos da política nacional. Obviamente que o clã Bolsonaro e o bolsonarismo nunca irão aceitar a segunda derrota consecutiva para seu maior adversário, hoje inimigo visceral. Por isso, é compreensível o choro.

Aliás, como o choro é livre, os antagonistas do petismo terão plena liberdade para chorar livremente nos próximos quatro anos e dois meses. Sou um escrevinhador de fatos. Portanto, falando em choro, vale lembrar que, ao ser chamado publicamente de nove dedos, Lula reclamou, mas não esboçou nenhuma reação raivosa ou de xingamentos. Talvez tenha chorado por dentro. A deplorável tentativa de tirar do sério um homem sério foi uma das causas da derrota de Flávio Bolsonaro.

São Janones Tadeu percebeu, entrou no circuito e venceu uma eleição que, para os bolsonaristas, estava ganha desde agosto. Os votos em Lula comprovaram que o jogo deve ser jogado com respeito e sem mentiras. No blá-blá-blá vazio, mas carregado de soberba e de intolerância, é que cada um mostra quem é. Flávio Bolsonaro mostrou e, bem a tempo, o eleitor anteviu a baixaria e o deboche em que o Brasil se transformaria caso o resultado das urnas fosse outro.

Tags
Compartilhar
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *