Promessas vazias criam mundo de ilusões para eleitor às vésperas do pleito

Redação
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Misael Igreja - Foto Editoria de Imagens/IA

Noves fora a pasmaceira de uma expressiva parcela do eleitorado e a falta de argumentos de outra, a campanha política para a Presidência da República e para o Congresso Nacional caminha para os últimos 13 dias sem que a população brasileira, cheia de promessas vazias, saiba, de fato e de direito, o que pensa para o país o presidenciável da extrema-direita. Agradando a uns e desagradando a outros, o da esquerda tende a continuar fazendo o que faz desde janeiro de 2022.

Portanto, até que os candidatos resolvam aproveitar essa reta final para apresentar uma ou duas propostas, a escolha do eleitor se limitará ao mais ou menos e ao menos ruim. A tirar o sono da maioria dos que buscam a eleição, uma figura indecentemente corruptora não dorme e promete desafiar a lógica cristalina de entregar os corruptos, boa parte deles disputando a reeleição. Quem viver, verá!

Assim como para os potenciais presidenciáveis, o tempo passou depressa para os milhares de brasileiros e brasileiras que tentam garantir a imunidade nos parlamentos federal, estaduais e distrital. Por enquanto, as campanhas estão restritas às adjetivações. De um lado, só há ladrões; de outro, sobram corruptos. Ou seja, tudo igual como dois e dois. E nós? Em quem votar?

E o que sobra? Um bando de loucos gritando palavras desconexas, balançando bandeiras nas ruas, praças e avenidas, panfletando ou correndo atrás dos carros de som de seus contratantes. Sobre as propostas, será que alguém sabe de alguma que pelo menos seja palatável? Dizer que vai baixar impostos, reduzir juros e tarifas de energia e do transporte público não colam mais. O povo precisa ser informado de como e por quanto vai comer e morar nos próximos quatros anos.

Parafraseando o saudoso redator de humor Max Nunes, o Brasil precisa explorar com urgência sua riqueza, porque a pobreza não aguenta mais ser explorada. Por falar em exploração, o eleitor também precisa saber dos candidatos em condição de alcançar a principal cadeira da política do país qual deles será capaz de impedir a nervosa e estapafúrdia sanha imperialista do presidente norte-americano, Donald Trump. Até agora, só um fala a favor da manutenção de nossa soberania.

Ao que parece, o outro, além de não se incomodar em negociá-la, conta com apoio explícito do Congresso que ele imagina entreguista a partir de 2027. Considerando que o Brasil não tem tido eleitor, mas público, e, caso a eleição seja definida a favor do candidato conservador, a tarefa será do tipo mamão com açúcar. A se confirmar a tendência conservadora do próximo Congresso, ficará definitivamente confirmada a tese de que a diferença entre o Brasil e a República Tcheca é que a República Tcheca tem o Congresso em Praga e o Brasil tem essa praga de Congresso.

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Misael Igreja é analista de Notibras para assuntos políticos, econômicos e sociais

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