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Ainda dá tempo dos desejos para 2026. Que tal rédeas em Trump?

Embora a mercantilização da vida derivada do consumismo desenfreado nos brinde o tempo como uma entidade que se inicia e se estanca ano a ano, a verdade é que as divisões do tempo como o compreendemos é absolutamente arbitrária. Ainda bem, pois as coisas continuam, umas de encerram e novas se iniciam. Assim acontece com o ano.

Por convenção começamos um novo ciclo no também convencionado 1º de janeiro, mas os acontecimentos não se prendem assim às convenções e, ou se encerram, se iniciam ou prosseguem. Dentro desta especificidade, da permanência do que prossegue, 2026 continua com um quê de 2025, e nos faz refletir sobre a necessidade de resoluções que possam convergir para a existência real de algo novo, que vá ao encontro da essência que deve permear a convivência entre nós humanos e a natureza que nos cerca.

Dito isto elenco algumas coisas que quero muito, e torço sobremaneira, para que encontrem solução positiva neste convencionado 2026.

Oxalá a Europa consiga perceber que alimentar a guerra na Ucrânia não resolverá o conflito como querem, pelo contrário, só promoverá mais sofrimento. Não que Putin seja um santo e que mereça a vitória, pois de fato é um agressor imperialista autocrático; mas o povo russo e principalmente ucraniano não merece o sofrimento a que estão submetidos, e somente uma negociação séria que coloque a vida acima de qualquer coisa pode resolver este conflito. Ainda sobre conflitos, espero não apenas uma resolução deste mas de todos os que ocorrem, pois, em um nível talvez mais cruel e desumano, embora esquecido, temos conflitos no Sudão onde senhores da guerra colocam sudaneses lutando entre si; temos um Israel agressor e opressor que continua a esmagar o povo palestino; temos combates étnicos na República Democrática do Congo; disputas territoriais na Índia e Paquistão, e ainda outros conflitos que não são midiáticos até por se desenvolverem na periferia do mundo como o que ocorre entre Tailândia e Camboja.

Louvo a Deus que se intensifique a investigação sobre os desmandos de Sérgio Moro, e que se puna este sujeito por tudo de ruim que sua atuação derivou para o Brasil, desde um golpe contra uma presidenta legitimamente eleita, passando pela destruição de empregos e da cadeia de infraestrutura brasileira, chegando à aberração de ter contribuído para colocar no governo uma extrema direita nociva e destrutiva. Neste particular, que o Brasil se livre definitivamente do fantasma moribundo e zumbi do bolsonarismo.

Torçamos ainda para que o Brasil continue o caminho alvissareiro de conquistas sociais que têm vindo, mesmo que lentamente, mitigado a grave desigualdade social que viceja no país, promovendo mais emprego, mais renda, mais acesso à educação e à saúde, e também à segurança que permita o livre exercício do ir e vir da sociedade. E que Deus ilumine o povo brasileiro para que em outubro de 2026 não permita retrocessos nas eleições gerais que se realizarão.

Sem esquecer Trump, que ele encontre um freio para suas loucuras movidas a agressões às nações, ao meio ambiente, à saúde, às pessoas, num mundo que não permite nem tolera mais a lógica da guerra como solução para o atendimento dos desejos promíscuos de um ser abjeto e sem limites como ele. Que se dissipem estas loucuras perpetradas por Trump, dentre elas, que o povo da Venezuela exerça livremente sua autonomia e encontre uma solução para a grave crise que se abate naquele país, uma solução do povo e para o povo.

Há uma infinidade de desejos de que se chegue a impermanências de permanências que nos afligem a todos. Mas o espaço é curto e não permite alongamentos. Então, encerro pedindo a Deus aquilo que fundamentalmente importa a todos: paz, saúde, justiça e fraternidade. UM FELIZ 2026.

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Antonio Eustáquio é correspondente de Notibras na Europa

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