Depois da viagem à China, a expectativa era que o Planalto retomasse a iniciativa política no plano doméstico. E, finalmente, parecia que o Congresso iria colaborar depois de aprovar o PL que reestrutura as carreiras e reajusta os salários de servidores do Poder Executivo e dar urgência na proposta que proíbe o desconto automático de mensalidades de associações e sindicatos vinculados ao INSS a aposentados e pensionistas.
O problema é que a possibilidade de uma CPI continua viva e forte. Se a CPI sair, inevitavelmente a presidência será ocupada não só por alguém da oposição, mas por alguém ligado ao bolsonarismo. Por isso, a base governista trabalha tanto com a possibilidade de garantir a relatoria, tão importante quanto a presidência da comissão, quanto com a estratégia de fazer uma CPI exclusiva no Senado, excluindo a Câmara onde teria desvantagem.
Outro problema do governo é a imobilidade de duas de suas pautas de interesse, a isenção do Imposto de Renda e a PEC da Segurança Pública. No caso do IR, os parlamentares até topam a isenção, mas não querem falar na contrapartida, a taxação dos super ricos. Já o tema da segurança está nas mãos do relator Mendonça Filho, que deu muito trabalho para o Planalto na discussão da reforma do ensino médio, e já avisou que não concorda com o protagonismo do Exec
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O Boletim O Ponto é produzido por Lauro Allan Almeida Duvoisin e Miguel Enrique Stédile para o MST
