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Com um passo de cada vez, Nordeste constrói uma sociedade melhor

No Nordeste, a cidadania não nasce pronta — ela se constrói no caminho, passo miúdo, às vezes descalço, quase sempre coletivo. É no gesto simples, quase invisível, que o sentido de pertencimento ganha forma. Um mutirão para limpar a praça, uma reunião na associação de moradores, a cobrança firme (e justa) por serviços públicos melhores. Tudo isso é cidadania ativa em movimento.

Aqui, participar nunca foi luxo. Sempre foi necessidade. O nordestino aprendeu cedo que esperar sentado não resolve, e que reclamar sem agir cansa. Por isso, a cidadania brota do chão: da escola que vira espaço de debate, da igreja que acolhe além da fé, do sindicato que organiza, da juventude que ocupa redes sociais para reivindicar direitos e espalhar consciência.

A cidadania ativa no Nordeste também tem sotaque de resistência. Resistir à desigualdade, ao esquecimento histórico, à ideia equivocada de que desenvolvimento só chega de fora. Quando comunidades se organizam para proteger o meio ambiente, quando mulheres lideram projetos sociais, quando jovens periféricos transformam cultura em voz política, o Nordeste mostra que democracia não é teoria — é prática diária.

Não se trata apenas de votar, embora o voto seja sagrado. Trata-se de acompanhar, fiscalizar, propor. De entender que direitos caminham junto com deveres. Que cobrar transparência exige informação. E que mudar a realidade começa dentro de casa, mas não termina no próprio quintal.

Cada passo pode parecer pequeno, mas no conjunto ele redesenha o mapa social da região. Uma sociedade melhor não nasce de um grande ato heroico, e sim da soma de muitas atitudes persistentes. No Nordeste, onde a esperança nunca foi abundante, mas sempre foi teimosa, a cidadania ativa é essa força silenciosa que empurra o futuro para frente.

E assim, passo a passo, o Nordeste segue provando que construir uma sociedade mais justa não é promessa distante — é caminhada diária, feita por gente comum que decidiu não cruzar os braços.

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