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Coreia do Sul aprova impeachment de Park Geun-hye

A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, sofreu nesta sexta-feira um impeachment, após os legisladores do país votarem pela saída dela do cargo. Agora, o Tribunal Constitucional terá prazo de seis meses para decidir se Park deve ou não ser removida definitivamente do posto. Caso pelo menos seis dos nove magistrados da corte decidirem pela saída, o mandato dela acabou, mas se menos de seis votarem contra ela Park voltará para concluir seu mandato, previsto para terminar em fevereiro de 2018.

Park, de 64 anos, sofreu o impeachment por 234 votos a 56 na Assembleia Nacional, que tem 300 membros. O resultado foi mais que os dois terços necessários para afastá-la. Vários legisladores do próprio partido da presidente votaram contra ela A política é acusada em um caso de influência indevida em seu governo que envolve uma amiga. Promotores acusam Park de compartilhar documentos confidenciais com a amiga de longa data, além de ajudar que ela conseguisse pressionar empresas como a Samsung e a Hyundai para obter vultosas doações.

O caso levou milhões de sul-coreanos às ruas nos últimos seis meses para protestar contra a líder. O presidente interino do país será agora Hwang Kyo-ahn, um burocrata discreto que foi ministro da Justiça e ocupava agora o posto de primeiro-ministro, em grande medida cerimonial no país. Hwang chegou a ser demitido por Park no mês passado, enquanto o escândalo se aprofundava, mas uma disputa com líderes da oposição sobre o nome para substituí-lo resultou em impasse, o que levou à volta dele ao posto.

Hwang pediu que os militares sul-coreanos fiquem em alerta, diante de elevados riscos de uma provocação da Coreia do Norte. Nas ruas de Seul, o voto do Legislativo pelo impeachment foi comemorado. Mais de 10 mil pessoas estavam diante da Assembleia Nacional e celebraram o afastamento da presidente.

O ministro das Finanças sul-coreano, Yoo Il-ho, convocou uma reunião de emergência com outros ministros para discutir o impacto do impeachment para a economia. A maioria dos analistas avalia que esse impacto deve ser limitado.

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