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Corte na verba para educação leva 1 milhão às ruas

Foto/Batista Jr Press

As ruas das capitais e principais cidades do interior foram ocupadas nesta quarta, 15, por mais de um milhão de pessoas em atos contra os cortes do governo no Ministério da Educação.

Os manifestantes se concentraram do amanhecer ao anoitecer em greve geral que concentrou estudantes, professores, servidores e sindicalistas principalmente em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Porto Alegre e Curitiba.

O atos coram convocados pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Nas universidades públicas não houve aulas. Instituições privadas de ensino superior também aderiram ao movimento.

O Conselho de Reitores da USP lembrou em nota que responde por mais de 35% da produção científica nacional e que é responsável por 35% dos programas de pós-graduação de excelência no País. E que não pode, consequentemente, cruzar os braços diante dos cortes no orçamento do MEC.

“Interromper o fluxo de recursos para estas instituições (universidades públicas) constitui um equívoco estratégico que impedirá o País de enfrentar e resolver os grandes desafios sociais e econômicos.”

Em nota, numa tentativa de esfriar os ânimos, o Ministério da Educação anunciou que o bloqueio de recursos se deve a restrições orçamentárias impostas a toda a administração pública federal em função da atual crise financeira e da baixa arrecadação dos cofres públicos.

O bloqueio de 30% dos recursos, inicialmente anunciado pelo MEC, diz respeito às despesas discricionárias das universidades federais, ou seja, aquelas não obrigatórias. Se considerado o orçamento total dessas instituições (R$ 49,6 bilhões), o percentual bloqueado é de 3,4%.

 

 

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