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Impeachment, renúncia… todos cercam Bolsonaro

A saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública provocou reações violentas contra o presidente Jair Bolsonaro. Fernando Henrique Cardoso, uma das maiores lideranças do PSDB, sugeriu que o presidente deixe logo o cargo antes que seja obrigado a deixar o Planalto por outros meios. Em postagem nas redes sociais, FHC defendeu a entrega do comando ao vice Hamilton Mourão.

“É hora de falar. Pr está cavando sua fossa. Que renuncie antes de ser renunciado. Poupe-nos de, além do coronavírus, termos um longo processo de impeachment. Que assuma logo o vice para voltarmos ao foco: a saúde e o emprego. Menos instabilidade, mais ação pelo Brasil.”

Já a deputada Joice Hasselmann, ex-aliada do presidente e líder do PSL na Câmara, admitiu ‘vontade de chorar’ ao assistir o pronunciamento de Moro. Segundo ela – que denunciou na CPI das Fake News a existência do Gabinete do Ódio no Palácio do Planalto -, Bolsonaro “foi canalha com o ministro que representa o combate à corrupção”. Para Joice, Bolsonaro quer ter ingerência direta na Polícia Federal para “salvar seus filhos da cadeia”.

Por sua vez o senador capixaba Fabiano Contarato, da Rede, afirmou que “ao falsear o ato de exoneração do Chefe da PF, Bolsonaro comete mais um crime: falsidade ideológica (art. 299, CP). Irei pedir à PGR que investigue o episódio e espero que não façam, mais uma vez, vista grossa aos graves atos do Presidente!”

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