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Dilma, Messias com B e o pesadelo que virou o Lula 4

Indicado pelo presidente Lula da Silva para o Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, Jorge Messias, vulgo Bessias, foi rejeitado, ontem, pelo Senado Federal, por 42 votos contrários e 34 a favor. Messias é servidor público de carreira e ligado ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Lula vem governando por meio do Supremo – a ditadura da toga. Trata-se de um tribunal de última instância, popularmente conhecido como terceira instância, criado para julgar questões constitucionais, mas, atualmente, vem tocando o terror, mantendo presos políticos, censurando, e soltando chefões do narcotráfico.

Lula da Silva tentou comprar o Senado, despejando 12 bilhões de reais em emendas parlamentares e liberando cargos em estatais e agências reguladoras, como CVM, Anac e ANM, para garantir a aprovação de Jorge Messias ao STF. R$ 889 milhões foram direcionados somente para membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que sabatinou Messias. Mas o que aconteceu foi que, em vez de alisarem o amigo de Lula, encurralaram-no.

Analistas políticos atribuem a derrota de Lula ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil/AP), que tem uma dívida para com seu antecessor, Rodrigo Pacheco (PSD/MG), ambos defensores intransigentes da ditadura da toga. O acordo era que Pacheco fosse o indicado.

A origem do Supremo é a Casa da Suplicação ou Supremo Tribunal de Justiça de Portugal. Com a criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em 1808, foi criada uma Casa de Suplicação no Rio de Janeiro, que, logo depois da Independência do Brasil, passou a se chamar Supremo Tribunal de Justiça, e, após a Proclamação da República, Supremo Tribunal Federal. Os onze juízes que o compõe são chamados de ministros e são nomeados pelo presidente da República, após aprovação pelo Senado Federal. Aposentam-se compulsoriamente aos 75 anos.

Antes de Messias, apenas cinco nomes foram barrados no Senado, todos em 1894, no governo militar de Floriano Peixoto, em um contexto parecido com o de hoje, de instabilidade política. Três dos casos foi falta de formação jurídica: o médico e ex-prefeito do Distrito Federal, Cândido Barata Ribeiro; o general Ewerton Quadros; e o administrador Demóstenes Lobo. Os dois casos restantes – Innocêncio Galvão de Queiroz e Antônio Sève Navarro – cumpriam com essa formalidade, formação em Direito, mas não tinham “notável saber jurídico”. O Senado exigia não apenas diploma, mas trajetória profissional compatível com o Supremo.

Até ontem, para ser aprovado para o Supremo bastava ser amigo de Lula da Silva ou advogado do PT, ou do sistema.

Jorge Messias é conhecido como Bessias porque, em 2016, durante a Operação Lava-Jato, a então presidente Dilma Rousseff, ao combinar o envio do termo de posse de Lula da Silva como ministro da Casa Civil, chamou-o de Bessias, trocando o M por B.

Ao telefone, Dilma diz a Lula: “Aí você tem o seguinte, tô mandando o Bessias junto com o papel, pra gente ter ele, caso seja necessário” – referia-se a Jorge Messias, que, então, era subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil.

O termo de posse representava um salvo-conduto a Lula, ensopado até a alma na Lava-Jato. Atualmente, Lula carrega nas costas não só a Lava-Jato, mas o Mensalão, o Petrolão, a falências das estatais, a devastação da Amazônia, endividamento histórico do país, defesa intransigente de ditadura, criação do Foro de São Paulo, ataque ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defesa do Estado terrorista do Irã, ataques a Israel, aumento escorchante de impostos, inflação e aumento alarmante de moradores de rua.

Lula está há 12 anos na Presidência da República e seu partido, o PT, há 18 anos, mas Lula quer mais quatro anos. Provavelmente porque não teve tempo, como seu amigo Nicolás Maduro, a hiena da Venezuela, de concluir sua obra. Mas deu no que deu: Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram laçados no coração de Caracas e levados para os Estados Unidos, onde estão vomitando todo o podre que sabem e apodrecendo na jaula.

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