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Família de bebê de 4 meses faz campanha por doação de medula

Carolina precisa de transplante de medula para sobreviver. Foto: Arquivo Pessoal

Carolina tem apenas quatro meses de vida, mas já luta como gente grande. Depois de ficar 18 dias internada com febre que não baixava nem com o mais forte antibiótico e receber alta sem que os médicos identificassem a doença, a menina foi finalmente diagnosticada: tem imunodeficiência combinada grave.

O alívio da descoberta do problema logo deu lugar a uma nova preocupação. Incapaz de produzir linfócitos T e B – células de defesa do organismo – , Carolina precisa da doação de medula óssea para sobreviver. “Ela não pode pegar infecção porque pode ser fatal”, resume o pai da menina, o corretor de seguros Alexandre Santos, de 39 anos.

O drama da menina começou quando ela tinha apenas 1 mês e meio. “Encontramos sangue nas fezes”, lembra o pai. Levada ao médico, apontaram alergia à proteína do leite. Mas, cerca de 2 meses e meio depois, Carolina teve febre e os exames mostraram alteração nas células de defesa do sangue. Ela foi, então, internada em um hospital de Maceió, onde a família mora.

Em 18 dias de internação, Carolina tomou três tipos de antibióticos, mas a febre não baixava. No hospital, foi submetida a uma transfusão e, só então, a temperatura corporal caiu. A menina teve alta, mas não houve diagnóstico e os pais suspeitaram de que o caso não estava resolvido. Logo a febre voltou e foi após consultar uma imunologista que veio a resposta.

“Passamos praticamente 20 dias com ela internada, sem diagnóstico. Agora, estamos correndo contra o tempo”. O pai conta que a menina está em casa, tomando remédios, e sem receber visitas para não entrar em contato com bactérias. “Antes de começar tudo isso, ela ria mais. Hoje são raros os momentos em que ela dá um sorriso porque é muito sofrimento.”

O pai, a mãe da menina e o irmão, de 5 anos, fizeram exames, mas não são compatíveis para doação da medula. O transplante consiste em substituir uma medula doente por células normais da medula para ajudar a reconstituir uma nova medula saudável.

Na medula óssea estão as células-tronco hematopoéticas, responsáveis pela produção de todo o sangue – glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Com uma medula saudável, Carolina poderia restabelecer os níveis de células de defesa necessários para viver.

Chances – A dificuldade de encontrar alguém fora da família que seja compatível para a doação é grande. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a chance é de uma em cada 100 mil pessoas, em média. Por isso, a família de Carolina faz campanhas nas redes sociais para que as pessoas procurem hemocentros e façam exames para se cadastrarem como doadores de medula óssea.

“É preciso muita doação para achar uma (medula) compatível. Quanto mais pessoas doarem, melhor. Quem vai doar não vai só ajudar a Carolina. Podem não ser compatíveis, mas achar outras pessoas que estão precisando”, diz o pai.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer, no Brasil há hoje 4.442.085 pessoas cadastradas para doar medula óssea. O número de doadores cadastrados tem subido ano a ano. De 2010 a 2017, os registros aumentaram 123%. Para se tornar um doador, é necessário ter entre 18 e 55 anos. O cadastro para doação é feito em hemocentros localizados em todo o País.

Veja mais informações aqui.

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