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Força das alianças terá efeito compacto para a vitória eleitoral

Técnicos do TRE-DF realizam a conferência e a lacração de urnas eletrônicas para o 1º turno das Eleições 2022.

Nenhuma campanha vence sozinha. Mas muitas perdem por excesso de companhia. O modelo tradicional de alianças amplas, formadas a qualquer custo, vem dando sinais de esgotamento. Em seu lugar, cresce a importância das alianças compactas — formadas por partidos com peso real, identidade política e compromisso com o projeto.

Uma coalizão eficiente não é a que soma mais legendas, mas a que soma mais votos e mais coerência. Partidos fortes, com candidatos competitivos nas chapas proporcionais, ajudam a estruturar a campanha e ampliam o alcance do projeto político. Já alianças frágeis, baseadas apenas em conveniência, tendem a gerar conflitos internos e fragilidade eleitoral.

Outro fator determinante é a integração entre majoritária e proporcional. Quando há sintonia entre candidatos ao governo e às vagas legislativas, cria-se um efeito cascata positivo. O voto se multiplica, a campanha ganha capilaridade e o projeto político se fortalece.

A coerência também pesa. O eleitor, cada vez mais atento, rejeita alianças contraditórias. Misturar discursos incompatíveis pode até ampliar tempo de campanha, mas reduz credibilidade — e credibilidade, hoje, vale mais que segundos na televisão.

Por fim, nenhuma aliança sobrevive sem liderança clara. É preciso haver um eixo organizador, capaz de manter o grupo coeso e alinhado. Sem comando, a campanha se fragmenta. Com comando, até divergências se tornam estratégia.

Em 2026, vencerá a corrida ao Buriti quem entender que política não é soma aritmética — é construção estratégica. Porque, no fim, a eleição pode até ser decidida nas urnas. Mas começa muito antes — na capacidade de organizar, convencer e liderar.

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