Se a extrema direita perde de lavada no campo jurídico, tendo o depoimento do tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior ao STF confirmando a trama golpista liderada por Bolsonaro, em outras frentes a bola segue em jogo. É o caso do Congresso, onde apesar das discórdias no tema da anistia, a direita encontra fortes aliados no centrão.
A aprovação do fim da reeleição na CCJ do Senado, por exemplo, contribui para tirar o foco daquilo que interessa ao governo e abre mais uma frente onde será necessário negociar. O mesmo ocorre com a formação de um grupo de trabalho para discutir a reforma administrativa e a tentativa de transformar a discussão sobre o fim da escala 6 x 1 num puxadinho da reforma trabalhista do Temer. I
sso sem falar na boiada passada com a Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que uniu agronegócio, centrão e direita, além do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), criando um enorme constrangimento para o governo às vésperas da COP 30. Tudo isso mostra que a direita não está morta.
Seu principal problema, na verdade, é a unidade no campo eleitoral para definir um candidato competitivo capaz de enfrentar Lula em 2026. Aqui, o principal empecilho é o próprio Bolsonaro, que escanteou Tarcisio de Freitas e passou a apoiar a candidatura de Michelle, aguçando os conflitos dentro do PL. Mas talvez isso não passe de jogo de cena para extrair um compromisso mais claro de Tarcísio com a defesa da anistia e na luta contra o STF.
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Lauro Allan Almeida Duvoisin e Miguel Enrique Stédile produzem o Boletim O Ponto para o MST
