Um estudo realizado pela Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UemaSul) aponta que Imperatriz, cidade localizada a 626 km de São Luís, precisa plantar entre 60 e 80 mil árvores para melhorar as condições urbanas. Segundo a pesquisa, o município enfrenta altas temperaturas e não possui histórico de investimentos eficientes em arborização.
De acordo com o engenheiro florestal Dalton Ângelo, o estudo teve início em 2014 e tem como objetivo avaliar o crescimento das árvores existentes na cidade, além de identificar as espécies mais adequadas para garantir conforto térmico e benefícios à saúde da população.
“Esse estudo começou em 2014 e o que fazemos é remedir, a cada ano, o crescimento das árvores, quais espécies existem, se elas estão em conflito com o mobiliário urbano, se são espécies tóxicas ou recomendadas para o plantio na arborização, para calcular todos os índices necessários para trazer conforto térmico e saúde à população.” explicou o engenheiro.
Ainda segundo Dalton Ângelo, grande parte das árvores presentes em Imperatriz é formada por espécies exóticas ou consideradas tóxicas para o ser humano. Além disso, muitas apresentam problemas causados por podas inadequadas ou danos provocados pela própria população.
“Hoje, grande parte das árvores de Imperatriz é exótica ou tóxica para o ser humano e muitas ainda estão doentes, seja por podas inadequadas ou por injúrias da população. Para diminuir enchentes, garantir conforto térmico, bem-estar psíquico e movimentar a economia de Imperatriz, precisamos de árvores nativas bem cuidadas.” disse Dalton.
O estudo também ressalta que o Maranhão possui mais de 5 mil espécies diferentes de árvores. Destas, cerca de 500 podem ser utilizadas na arborização urbana, com diferentes portes, desde que o plantio seja realizado de forma planejada.
