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Maduro vê complô de Trump e Bolsonaro para derrubá-lo

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou nesta quarta-feira (12) um suposto plano dos Estados Unidos para derrubá-lo e até mesmo assassiná-lo. O chavista disse que os governos de Brasil e Colômbia também participariam deste complô.

“Chegou a nós uma boa informação (…) John Bolton (assessor de Segurança Nacional dos EUA), desesperado, designando missões para provocações militares na fronteira”, disse Maduro. Segundo ele, essas instruções foram transmitidas ao presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro.

Nesta semana, o governo da Venezuela recebeu aviões de guerra vindos da Rússia para serem utilizados em manobras militares.

Maduro já havia condenado as afirmações do presidente colombiano, Iván Duque, sobre abandonar a relação diplomática entre os dois países.

Em novembro, os EUA estudaram incluir a Venezuela na lista de países patrocinadores do terrorismo internacional. Para o governo americano, o país latino-americano teria ligações com o Hezbollah e com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Embora a maioria dos governos latino-americanos rejeite uma intervenção militar na Venezuela, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, disse que a opção não poderia ser descartada.

Oficialmente, o governo americano diz que todas opções para a crise venezuelana estão sendo consideradas, ainda que uma intervenção enfrente objeções dentro e fora da administração de Donald Trump. Analistas veem uma ação militar no país como algo improvável.

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