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No mundo dos kids pretos, mitos e falsos profetas não sobrevivem sozinhos

Ao contrário do radicalismo dos kids preto, do fanatismo roxo dos extremistas de direita e do patriotismo verde oliva dos forjadores do mito, todos antidemocratas com registro em cartório, os defensores da liberdade podem até não gostar da convivência com idólatras, mas pregam a união como forma de fortalecer a tutela dos interesses da nação e do povo. União não é unidade, mas junção de diferentes no mesmo propósito coletivo.

Infelizmente, coletividade não é uma palavra de fácil aceitação nas hostes da extrema-direita. Pelo contrário. Quanto mais desunião com os antagônicos, melhor para eles que, usando dos mecanismos de falsidade de que dispõem nas redes sociais e nos escritórios clandestinos, comumente propagam um comando que não têm, nunca tiveram e jamais terão. Se elegeram exclusivamente por conta da falta de adversário.

O sucesso os contagiou de tal forma que deixar o Palácio e as vantagens decorrentes dele foi um desmantelo, algo muito pior do que a descoberta de uma doença terminal. A derrota para Lula pode não ter sido uma doença, mas certamente vem mostrando ao clã Bolsonaro que a força política que eles imaginaram eterna é terminal. Por isso, com apoio informal dos patriotas e dos adoradores de mitos enganadores, os kids pretos, fantasiados de coronéis, majores, capitães e agentes da Polícia Federal, tentaram matar Luiz Inácio, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes.

Tudo em nome de um poder que tiveram e dificilmente terão novamente. Do outro lado, ninguém quer matar ninguém, mas ficar longe de golpistas inveterados, malucos, ensandecidos e que normalmente põem o interesse pessoal acima do país. Eles não atentam para o artigo constitucional que estabelece igualdade entre todos os brasileiros e insistem em se achar mais importantes do que a nação.

Nem mesmo um presidente de três mandatos ou um ex-presidente que se imaginava mito está acima das normas de boa convivência. Portanto, para os sobreviventes da gripezinha “plantada” pelos chineses e regada pelo PT e da barbárie da Praça dos Três Poderes não se trata de ser contra Jair Bolsonaro, muito menos de ser avesso ao bolsonarismo. Trata-se tão somente de ser a favor do Brasil, mesmo que isso transforme os indulgentes, benevolentes e solidários em “comunistas”.

Diante de todas as evidências negativas do conservadorismo extremados, nada mais sensato do que copiar a tese criada para combater o racismo estrutural: Não basta ser contra o extremismo de parte da extrema-direita. É necessário ser antiextremismo. Enquanto ocupou o Planalto, a direita pouco convencional fez de tudo para governar sozinha. Graças à ausência quase total de neurônios de seus comandantes, o tenente em breve voltará à condição de soldado raso. É o fim de todos aqueles que se acham deuses. No mundo globalizado, mitos falsos profetas, muito menos os que têm certeza de que são deuses, sobrevivem sozinhos.

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