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Paes dispara para o governo e Castro lidera para uma das vagas ao Senado

RIO DE JANEIRO (RJ), 26/07/2023 – O prefeito Eduardo Paes fala durante lançamento do Pró-carioca Audiovisual, Programa de Fomento Carioca em 2023, no Palácio da Cidade, na zona sul da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A quarta rodada da pesquisa do Instituto Gerp para o governo do Estado do Rio de Janeiro revela um cenário de ampla vantagem para o prefeito da capital, Eduardo Paes, e ao mesmo tempo indica que a eleição de 2026 ainda parece estar longe de mobilizar a maior parte do eleitorado fluminense.

Paes lidera com folga no cenário estimulado No cenário estimulado para governador — quando os nomes dos possíveis candidatos são apresentados aos entrevistados — Eduardo Paes aparece com 46% das intenções de voto, consolidando ampla vantagem sobre os demais concorrentes.

Na sequência surgem:
✓ Garotinho — 8%
✓ Glauber Braga — 6%
✓ Felipe Curi — 5%
✓ Douglas Ruas — 4%
✓ General Pazuello — 4%
✓ Wilson Witzel — 3%

Outros nomes aparecem com 1% cada, enquanto alguns sequer pontuaram. Além disso, 12% afirmam não votar em nenhum deles e 10% não souberam ou não responderam.

A diferença entre o líder e os demais candidatos revela um cenário incomum: uma disputa que, ao menos neste momento, não apresenta sinais claros de competitividade.

Mas o dado mais revelador da pesquisa talvez não seja a liderança de Paes — e sim o grau de desinteresse do eleitorado pela eleição para governador.

Quando a pergunta é feita de forma espontânea, sem apresentação de nomes, 60% dos eleitores afirmam não saber em quem votar para governador ou preferem não responder.

Mesmo quando os nomes são apresentados aos entrevistados, a indefinição continua elevada: 22% do eleitorado permanece sem escolha mesmo após a apresentação das opções.

Na prática, os números sugerem que, para grande parte da população, a eleição estadual ainda nem começou, apesar de o calendário já estar no mês de março do ano eleitoral.

Diante desse cenário de baixo engajamento do eleitorado, tudo indica que serão as campanhas eleitorais que assumirão o protagonismo na disputa deste ano no Estado do Rio de Janeiro, com potencial para redefinir o nível de conhecimento dos candidatos e reorganizar o quadro eleitoral à medida que o debate político ganhar intensidade.

Nesse tipo de ambiente, candidatos com alto grau de conhecimento público tendem a largar na frente, enquanto adversários menos conhecidos ainda lutam para se tornar familiares ao eleitor.

Senado fragmentado
A disputa para o Senado Federal apresenta um quadro bem mais competitivo. Nenhum dos nomes testados aparece com vantagem expressiva sobre os demais, indicando que a corrida pelas vagas no Senado ainda está longe de se consolidar.

No primeiro voto estimulado para senador, os resultados são:
✓ Cláudio Castro — 20%
✓ Benedita da Silva — 16%
✓ Marcelo Crivella — 11%
✓ Marcio Canela — 7%
✓ Rodrigo Pimentel — 7%
✓ Alessandro Molon — 6%

Outros candidatos aparecem com percentuais menores. Além disso, 10% afirmam não votar em nenhum nome apresentado e 6% ainda não sabem em quem votar.

Quando considerado o segundo voto para senador — já que cada eleitor pode escolher dois candidatos — o cenário permanece bastante aberto e sem a formação de um bloco claramente dominante. Esse comportamento reforça o caráter competitivo da disputa e indica que o resultado final deverá depender fortemente da dinâmica da campanha e das alianças políticas que serão formadas ao longo do processo eleitoral.

✓ Cláudio Castro — 13%
✓ Benedita da Silva — 11%
✓ Marcelo Crivella — 8%
✓ Alessandro Molon — 8%
✓ Rodrigo Pimentel — 5%
✓ Marcio Canela — 3%

Esse tipo de eleição costuma ser mais volátil, justamente porque cada eleitor pode votar em dois candidatos, o que amplia o espaço para rearranjos políticos ao longo da campanha.

Reflexos da polarização
Na disputa presidencial, a pesquisa mostra que o eleitorado fluminense segue dividido entre os dois principais polos da política nacional.

No estado do Rio de Janeiro, Lula aparece com 38% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 37%, configurando empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa.

Outros nomes aparecem com percentuais menores, como Ciro Gomes com 6% e Ratinho Jr com 3%. Ainda segundo o levantamento, 5% afirmam não votar em nenhum deles e 6% não souberam ou não responderam, nível de indefinição considerado normal para esta fase inicial de um ano eleitoral.

A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 6 de março de 2026, com 1.200 entrevistas por telefone em todo o estado, margem de erro de 2,89 pontos percentuais e nível de confiança de 95,5%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-00841/2026, com divulgação autorizada a partir do dia 8 de março.

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