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Pelo bem do Brasil, larguem o PT, apela o senador Ricardo Ferraço, largando o PMDB

Ricardo Brito

O senador capixaba Ricardo Ferraço anunciou nesta sexta-feira, 15, sua desfiliação do PMDB. Em nota, o parlamentar afirmou ter apelado “reiteradas vezes” para que o partido abandonasse, em nome de suas “grandes tradições”, a aliança com o PT e com a presidente Dilma Rousseff.

“É chegado o momento de buscarmos a união de forças para derrotar de vez esse projeto de poder que tanto mal faz ao nosso País e às futuras gerações”, disse. No texto, ele sugere que o governador de seu Estado, Paulo Hartung (PMDB), siga o mesmo caminho.

O ex-peemedebista pode se filiar ao PSDB – nas eleições presidenciais de 2014, Ferraço apoiou o candidato tucano, o senador Aécio Neves (MG). Com a saída, o PMDB ficará com 17 senadores. O PSDB, que tem 11 senadores, poderá aumentar para 12.

Ferraço disse que a aliança política entre PT e PMDB foi responsável pela atual derrocada política, moral e econômica do Brasil, com graves consequências sociais. “Ingenuamente, cheguei a acreditar que esse afastamento se daria, mas o que temos visto é a insistência na manutenção da aliança espúria, sem perspectivas de novos rumos”, considerou.

O senador disse ter informado na manhã desta sexta sua decisão ao líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), e o presidente regional do PMDB no Espírito Santo, deputado Lelo Coimbra. Ferraço disse ter tomado tal caminho a despeito da “sintonia” com o partido no Estado, liderado por Hartung. Segundo ele, o governador tem realizado “profundas e positivas mudanças”, que apoia como “parceiro”. “Mas, infelizmente, a grande mudança que precisamos e devemos realizar no País não será feita pelos nossos Estados, mas, sim, no plano nacional”, diz, no texto.

“Com os meus sinceros cumprimentos aos colegas do PMDB, particularmente os do Espírito Santo, continuarei lutando em outras trincheiras por dias melhores para todos, resgatando a honra na política, a justiça social e o desenvolvimento. Como disse o pensador Thiago de Mello, não tenho um caminho novo. O que eu tenho de novo é um jeito de caminhar”, disse. “Ao expor essa minha convicção, desejo sinceramente que o governador Hartung possa refletir sobre ela e tomar igual decisão de deixar o PMDB”, concluiu.

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