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Peso da inflação deixa a comida mais cara no prato do nordestino

Em 2026, um problema cotidiano tem ganhado cada vez mais espaço nas conversas das famílias nordestinas: o aumento constante no preço dos alimentos básicos. Itens como arroz, feijão, óleo e carne têm sofrido variações frequentes, afetando principalmente quem vive com renda mais baixa.

Em feiras livres e mercados, consumidores já mudaram hábitos. Muitos estão comprando em menor quantidade, substituindo produtos ou até deixando de consumir certos alimentos. A carne, por exemplo, tem sido trocada por ovos ou alimentos mais acessíveis.

O impacto vai além do bolso. Especialistas alertam para mudanças na qualidade da alimentação, com risco de aumento na má nutrição — não por falta de comida, mas pela perda de variedade e nutrientes.

Pequenos comerciantes também sentem o efeito. Com preços instáveis, fica difícil manter valores fixos, o que afasta clientes e reduz o lucro. Já produtores enfrentam custos mais altos com transporte, insumos e clima irregular.

Mesmo com programas sociais e tentativas de controle econômico, o cenário ainda preocupa. O prato do nordestino, que sempre foi símbolo de resistência e cultura, agora reflete também um desafio crescente: equilibrar alimentação e orçamento.

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