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Polícia dispersa ato contra a Copa com balas de borracha

A Polícia Militar do Paraná recorreu a balas de borracha para dispersar uma manifestação contra a Copa do Mundo realizada nesta segunda-feira, em Curitiba.

A manifestação foi antes, durante e após a partida entre Irã e Nigéria, que acabou em 0 a 0. No confronto entre policiais e populares, 11 pessoas foram detidas.

Ao menos 200 manifestantes se reuniram no centro de Curitiba e seguiram em passeata para a Arena da Baixada, mas foram bloqueados pela polícia.

Os manifestantes pararam um ônibus que levava torcedores e bloquearam várias ruas incendiando lixo.

Após a dispersão do grupo, manifestantes com os rostos cobertos voltaram ao centro de Curitiba e passaram a atacar agências bancárias, e a polícia realizou vários disparos com balas de borracha para conter a ação.

Em Natal, onde os Estados Unidos enfrentaram Gana (2-1) no Grupo G, cerca de 300 ativistas protestaram contra o gasto público com a Copa do Mundo e contra a presença do vice-presidente americano, Joe Biden, na Arena das Dunas.

O ato foi organizado pela internet. “Este é um momento decisivo para o povo. Ou somos coniventes ou somos combatentes quanto à Copa do Mundo no Brasil”, dizia a descrição do evento Não Vai Ter Copa, que teve 2,6 mil confirmações no Facebook.

A intenção dos manifestantes era mostrar a indignação com a organização do Mundial, com ênfase nas remoções de famílias para dar espaço às grandes construções e nas mortes em acidentes de trabalho em canteiros de obras da Copa: três em São Paulo, quatro em Manaus, uma em Brasília e uma em Cuiabá.

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