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PT ataca e vem a reação. ‘Matarão o povo de fome’

Povo com fome é igual estouro de boiada. Ninguém segura. É justamente com essa preocupação em mente que o presidente Jair Bolsonaro apelou nos últimos dias para que o Congresso Nacional aprove a proposta de Crédito Suplementar no valor de quase 250 bilhões de reais, necessário para cobrir despesas com programas sociais – como o Bolsa Família, aposentadorias e até pensões.

Mas a oposição parece querer empurrar o assunto com a barriga, mesmo com a advertência de que se a matéria não passar com rapidez, já no próximo dia 25 os cofres estarão vazios. Esse grau de preocupação levou Bolsonaro a desferir um forte ataque a setores do Congresso, particularmente do PT.

O presidente usou sua conta no Twitter neste domingo, 9, para dizer que estão querendo obstruir e adiar a votação do pedido de crédito suplementar na Comissão Mista de Orçamento do Congresso nesta semana.

“A oposição está trabalhando para inviabilizar o pagamento de beneficiários do Bolsa Família, idosos com deficiência, Plano Safra e Pronaf. Para alcançar seus objetivos vale até prejudicar os mais pobres”, escreveu o presidente em sua conta na rede social.

Foi a resposta do Palácio do Planalto a uma nota do deputado Carlos Zarattini (PT-SP) comemorando a obstrução, iniciada na quarta-feira, 5. O deputado petista condiciona a aprovação à inclusão de emendas que garantam 11 bilhões de reais para recompor o orçamento do Ministério da Educação e o program Minha Casa, Minha Vida.

A briga promete render no começo da semana. Na mesma linha de Zaratini, o também petista Reginaldo Lopes, deputado por Minas Gerais, disse que o presidente é “inábil e autoritário. Chantageia a democracia e as instituições, tentando jogar os aposentados, beneficiários do Bolsa Família e da agricultura familiar na pressão pela liberação do crédito suplementar sem nenhum debate sobre a política econômica e suas consequências”.

No sábado, 8, após reunião com Bolsonaro no Palácio da Alvorada, o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), disse que a preocupação do governo com o PLN 4, se justifica. E prometeu convencer a maioria dos congressistas a aprovarem a suplementação. “Afinal – afirmou – o assunto é de interesse do País, e não apenas do nosso presidente”.

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