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Relatório do banco suíço UBS joga economia do Brasil no fundo do poço em 2016

Mário Braga

O banco suíço UBS cortou sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2016 de queda de 2,8% para retração de 3,8%, com estimativas de recuo de 14% nos investimentos e de 4,4% no consumo privado. “Os dados de atividade seguem surpreendendo negativamente e não há sinais de recuperação”, afirma o relatório assinado pelos economistas Guilherme Loureiro, Thiago Carlos e Rafael De La Fuente.

Para os especialistas, o País enfrentará outro ano difícil com pouca esperança de melhora no curto prazo. Para 2017, a instituição prevê “modesta recuperação”, com alta de 0,6%, mas alerta que, sem melhora fiscal, a recessão pode contaminar também o próximo ano.

A revisão implica em uma estimativa menor para a arrecadação e, consequentemente, em resultados fiscais piores. O banco revisou suas projeções de déficit primário de 0,4% para 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 e de 0% para 1,2% em 2017. A dívida bruta alcançará 80% do PIB em 2017. A inflação deve encerrar 2016 em 6,8% e em 5,2% no próximo ano.

O banco expressa preocupação com as recentes indicações de que o crescimento econômico tomou o lugar da estabilidade fiscal ou da inflação como prioridade para o governo. “A incerteza cresce à medida que se questiona o possível resgate das mesmas políticas implementadas entre 2011 e 2014 (políticas parafiscais/relaxamento fiscal e monetário) que foram a fonte primário dos problemas do País”. Para o UBS, a possibilidade de o governo tentar incentivar o crescimento por meio do relaxamento fiscal e monetário, ou pela maior participação dos bancos públicos, é um “risco importante” nos próximos meses.

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