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Sapo no poleiro é melhor que garnizé sem crista ciscando no terreiro

Devolvidos às prateleiras, os ovos de Páscoa dos mercantilistas coelhinhos são coisas do passado. A pouco mais de seis meses das eleições presidenciais, é chegada a hora de mostrar ao galo garnizé que o terreiro dominado pelo batráquio há três encarnações ainda não precisa de nova direção. Se é que me entendem, é pura tolice imaginar como verdade bípedes de rapina nascidos depois de chocados em ovos de cobra criada em cativeiro militar.

E pouco importa que o réptil tenha gerado quatro ovos. Como Deus não dá asas às cobras, importante é o povo saber que um dos citados ovinhos eclodiu e virou pinto. No máximo, um frango assado vegano, daqueles que bicam, bicam, mas não picam. Coisas da imbrochabilidade congênita, período crítico para todos os que um dia tentaram mostrar ao país que serviam para tudo.

Como qualquer papudo por conveniência, rapidamente provaram que não servem para nada. E jamais servirão. O problema é que, ignorando o antídoto criado para os caras de pau, os galinhos de campina querem continuar ciscando. Sentindo que seis meses passam ligeiro como o vento, decidi tirar o peru da toca, colocar os ovos para ferver e deixar em banho maria o galope do cabrito.

Me perdoem obrigá-los a tentar entender essa confusão galinácea do tipo xunda com rotunda ou antes só do que mal acompanhado com antes pó do que mal amaconhado. O que quero dizer é somente o óbvio, ou seja, mais vale um sapo barbudo no poleiro do que vários galos sem canto tentando tomar conta do terreiro. É de se perguntar aos deuses da política, como chegamos a isso?

Se querem mesmo saber, o “isso” tem nome, sobrenome, CPF, uma patente de capitão bem próxima de ser cassada e propostas eleitorais que beiram o ridículo ou que nada têm a ver com o Brasil dos brasileiros. A mais recente delas sugere entregar nossas riquezas, inclusive as terras raras, para os Estados Unidos do titio Donald Trump.

Querem mais, deem uma chegadinha nas principais capitais do Nordeste, região em que os eleitores abandonados pelo governo do mito prometem apertar o 13 com tanta força que a dedada certamente será sentida nas celas mais visitadas da Papudinha ou na casa na qual a vida se renova a toda hora, embora o ilustre morador jure pela honra e pela glória dos seus que está pela hora da morte.

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Wenceslau Araújo é Editor-Chefe de Notibras

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