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Ucrânia perde dois territórios, esquece Otan e guerra acaba

A guerra russo-ucraniana pode estar com os dias contados. Basta que Kiev aceite as condições impostas por Moscou: a Ucrânia reconhece a Crimeia e o Donbass como repúblicas independentes; abandona sonhos de ter armamentos mais pesados; e, por fim, dá meia volta em sua intenção de fazer parte da Aliança do Tratado do Atlântico Norte, a poderosa Otan.

Esses são os principais itens de uma longa pauta, parte das negociações diplomáticas retomadas nesta terça, 29, na Turquia, coordenadas pelo presidente turco Recep Tayyip Erdogan. O principal negociador russo, Vladimir Medinsky, disse que as conversas em Istambul foram “construtivas”.

A Ucrânia, segundo o lado russo, apresentará resposta por escrito, confirmando sua condição de país neutro, não alinhado e não nuclear, juntamente com a recusa de produzir e implantar todos os tipos de armas de destruição em massa, incluindo químicas e bacteriológicas, e a proibição da presença de bases militares estrangeiras e tropas estrangeiras no território do país”.

A delegação ucraniana propôs que os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, assim como Alemanha, Canadá, Polônia, Israel e Turquia, fossem os estados garantidores do acordo. Essa parte caberá a Moscou responder oportunamente, após eventual aprovação do presidente Vladimir Putin.

Rússia ‘segura’ ataques
O negociador-chefe russo também anunciou os planos de Moscou de tomar medidas militares e políticas de desescalada na Ucrânia de uma “redução significativa”, principalmente em direção a Kiev e Chernigov. Essa etapa  sugere a possibilidade de um encontro pessoal entre os presidentes russo e ucraniano na fase de aprovação preliminar da versão final do acordo.

“O formato proposto foi o seguinte: primeiro, um tratado é preparado, depois o tratado é aprovado pelos negociadores, endossado pelos chanceleres [da Rússia e da Ucrânia] em uma reunião, após a qual a possibilidade de uma reunião dos chefes de estado para assinar este tratado será discutido”, disse Medinsky.

O Ministério da Defesa russo explicou a decisão de diminuir a situação militar pelo fato de as negociações envolverem o status neutro e não nuclear da Ucrânia. O ministério afirmou que o passo era necessário para aumentar o nível de confiança mútua nas negociações e, finalmente, para assinar um acordo.

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