Disse-me disse vira roda gigante na campanha e deixa até Motta tonto

Redação
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@donairene13 - Foto Lula Marques

Faltando poucos dias para as eleições, tudo pode acontecer — e acontece. O problema é que acontece tanta coisa ao mesmo tempo que o brasileiro mal consegue acompanhar. Em um único dia, descobrimos que Willer Tomaz, amigo assumido de Flávio Bolsonaro, movimentou cerca de R$ 10 bilhões em uma casa de apostas; vemos ministro do STF suspendendo os efeitos de uma decisão que havia suspendido outra decisão; e ainda temos ministro do TSE proibindo a campanha de Lula de usar painéis eletrônicos em comícios. É informação demais.

Como se não bastasse, aparecem mensagens e documentos divulgados pela imprensa indicando que Flávio Bolsonaro participou de festas com garotas de programa, organizadas por um amigo e sócio. Ao mesmo tempo, novas conversas extraídas pela Polícia Federal revelam uma proximidade impressionante entre Daniel Vorcaro e Hugo Motta: tratamento de “amigo” e “irmão”, pedidos pessoais, encontros e conversas sobre negócios. Em alguns momentos, a relação descrita nas mensagens parece muito distante de um simples contato institucional entre um empresário e o presidente da Câmara.

Talvez esse seja um dos aspectos mais estranhos desta reta final: não existe sequer tempo para que uma revelação seja compreendida antes que outra ocupe o lugar dela. O eleitor acorda com um escândalo, almoça com uma decisão judicial e vai dormir com novas mensagens vazadas. No meio desse bombardeio, fatos graves correm o risco de virar apenas mais uma notificação na tela do celular. Não é que o brasileiro não se importe. É que ninguém tem paciência nem capacidade para processar tamanha quantidade de informação em tão pouco tempo.

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