Como proteger seu filhote da hepatite infecciosa canina

Eduardo Martínez
4 minutos de leitura
Leonardo Bernar - Foto Francisco Filipino

Você sabia que os cães também podem sofrer com hepatite? A hepatite infecciosa canina, também conhecida pelo nome científico de doença de Rubarth, é uma infecção viral grave e altamente contagiosa. Ela ataca diretamente o fígado do animal, mas também pode causar estragos em outros órgãos importantes do corpo do seu companheiro de quatro patas.

Embora o problema possa atingir cachorros de qualquer raça, sexo ou idade, existe um grupo que corre muito mais perigo. Os filhotes com menos de um ano de vida são as principais vítimas dessa doença. Como o sistema de defesa deles ainda está se desenvolvendo, o impacto do vírus costuma ser bem mais devastador nessa fase inicial.

O grande vilão por trás dessa condição é o adenovírus canino tipo 1 (CAV-1). Esse vírus é extremamente resistente e tem uma facilidade enorme de se espalhar entre os animais. Bastam alguns segundos de descuido para que um cão saudável acabe entrando em contato com o agente causador da doença e se contamine.

A transmissão acontece de forma muito simples e direta no dia a dia. O contágio ocorre quando o cachorro saudável tem contato com a urina, as fezes ou até mesmo a saliva de outros cães que já estão doentes. No ambiente, o vírus entra no corpo do novo hospedeiro principalmente por meio do nariz ou da boca, iniciando a infecção.

Um dos maiores perigos da hepatite canina é que ela costuma se iniciar de forma totalmente silenciosa. Nas primeiras fases da infecção, o tutor geralmente não percebe que há algo errado. Além disso, os sintomas iniciais podem variar muito de um animal para outro, o que torna o diagnóstico rápido uma tarefa difícil para os médicos veterinários.

Quando a doença começa a manifestar sinais mais claros, o tutor deve acender o sinal de alerta imediatamente. Um dos sintomas mais comuns é a febre alta, que pode fazer a temperatura do cachorro atingir impressionantes 41°C. Esse superaquecimento deixa o animal visivelmente abatido, sem energia e muito fraco.

A falta de apetite e a tristeza profunda também acompanham o quadro clínico do pet. Logo em seguida, costumam surgir problemas digestivos graves, como vômitos recorrentes e episódios de diarreia. Em muitos casos, essas evacuações e vômitos podem conter marcas de sangue, indicando a gravidade das lesões internas provocadas pelo vírus.

Outro sinal bastante característico da hepatite infecciosa atinge a visão do animal, gerando o fenômeno conhecido como “olho azul”. Por causa de uma forte inflamação ocular decorrente da virose, os olhos do cachorro podem ganhar uma mancha azulada visível. Além disso, o vírus prejudica a pele e as mucosas orais, deixando-as com uma cor amarelada, condição chamada de icterícia.

Apesar de o cenário parecer assustador, a boa notícia é que é totalmente possível prevenir a hepatite em cachorros. A forma mais segura e eficaz de garantir que o seu amigo de quatro patas fique longe desse sofrimento é manter as vacinas dele em dia. Agir o quanto antes é o segredo para proteger a saúde de quem nos dá tanto amor.

Para garantir essa proteção essencial, as vacinas polivalentes, como a V8 ou a V10, são as melhores ferramentas disponíveis. Por isso, a recomendação de ouro é levar o seu cão ao médico veterinário de confiança e seguir rigorosamente todo o protocolo vacinal recomendado. Cuidar da vacinação é o maior ato de carinho que você pode oferecer ao seu pet.

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