Noite calma
Constelação do Silêncio
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Esboçar constelações no infinito,
e pintar um sorriso na penumbra,
descrever uma alma enamorada,
que ri suavemente da lógica do mundo.
Cantar melodias ao silêncio,
abraçando o véu da saudade,
afastando sombras do coração,
enquanto escreve versos suspensos no ar.
Ver silhuetas dançando com o vento,
uma estrela radiante cortejando a lua,
e ali sorrir, por um instante,
enquanto uma flor sonha tocar o sol.
Extrair da distância apenas luz,
e esquecer que o espaço separa,
pois a fragrância de uma estrela viajante
faz companhia à alma que espera.
Convidar a vigília para a noite calma,
deixar o vazio seguir seu destino,
enquanto os anjos do céu repousam,
vendo o beijo que descansa no travesseiro.
Abraçar a solidão como quem acaricia cristal,
aguardando com ternura o tempo perdido,
e pôr fim ao peso da eternidade,
acariciando memórias que voltam a florescer.
E então, no quarto, deleitar-se com o som,
acompanhado por silhuetas de fantasia,
e deixar que o eco do esquecimentoe transforme em coro de esperança.