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Espaço imensurável

Entre Auroras e Labirintos

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

Trocamos a noite por uma manhã de cristal,
sonhos de uma humanidade ainda em gestação,
envolta em véus de névoa,
dançando na aurora com silêncio e alma enamorada.

O tempo escorre como rio lento,
água que carrega memórias,
reflexos que se dissolvem em eternidade.

Fortuna e acaso brincam como deuses ocultos,
o destino lança cartas invisíveis,
uma colmeia fervilha em excesso,
mas seu mel é doce e amargo ao mesmo tempo.

A cegueira em preto e branco se desfaz,
nuances surgem como prismas no confinamento,
uma análise precisa floresce,
semeada em criaturas que ainda buscam sua forma.

Leis petrificadas se erguem como muralhas,
desobediência e desordem ecoam como trovões,
mas perder e ganhar são apenas ilusões,
pois o mistério é ausência,
um véu que nunca se revela por completo.

O mundo invisível respira em espaço imensurável,
quase divino,
onde nos movemos como viajantes sem mapa,
perdidos entre dor e saudade,
mas também entre estrelas e esperanças,
porque talvez nunca sejamos encontrados,
ou talvez sejamos eternamente buscados.

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