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Caixão e vela preta

Oportunistas como ‘novos servos do Senhor’ estão fadados a morrer na praia

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Autor/Imagem:
Mathuzalém Jr - Foto Editoria de Artes/IA

Desde que se atenha ao desejo com sinceridade de propósito, qualquer pessoa pode ser o que quiser. Só não vale fingir que é o que nunca foi e jamais será. Imaginar o senador Flávio Bolsonaro evangélico não é apenas uma piada sem graça e de péssimo gosto. É a certeza de que, para ser de direita ou de extrema-direita, o cidadão precisa somente ter orgulho de sua própria ignorância. Obviamente que a ignorância do filho 01 não significa falta de cultura, saber ou cultura. É mau-caratismo explícito de alguém que reconhece que a inteligência governa o mundo e a ignorância carrega o fardo.

Como o fardo atende pelo sobrenome Bolsonaro, é bom que o brasileiro, seja ou não eleitor, saiba identificar quando um oportunista se aproxima. Como o pai, Jair Messias, e os demais irmãos, Flávio Bolsonaro não se envergonha de usar a matéria prima da hipocrisia para, de acordo com sua conveniência, apresentar suas contradições. Pretenso candidato à Presidência da República, o senador pelo Rio de Janeiro é o protótipo do ser humano hipócrita e falso. Ele é do tipo que fala muito em Deus para tentar convencer os outros. O problema é que, a exemplo de Silas Malafaia e de Sóstenes Cavalcante, convence muitos.

Com todo respeito àqueles que admitiram Flávio Bolsonaro como um “novo servo do Senhor”, mas, como moscas nas fritas, pessoas oportunistas são piores do que as bolhas que surgem e somem na lama. Ou seja, não passam de lixo. Quanto aos “novos irmãos” do senador, embora sejam evangélicos, vale alertá-los sobre a necessidade de manter um olho no padre e outro na missa com relação ao Bolsonaro recém-convertido. Ainda que de mandiocas diferentes, toda a ninhada é farinha do mesmo saco. Portanto, torço para que os evangélicos raiz não acreditem que 01 queira realmente a companhia deles. Pura ilusão.

Afinal, senhores e senhoras de fé, o oportunista não é competente como vocês, não tem as habilidades que vocês têm, mas vivem tentando roubar o que vocês conquistaram. Não se esqueçam que oferecer oportunidades à neurose do outro é apenas uma estratégia de sedução. E isso os Bolsonaro fazem como poucos. Aliás, nunca é demais lembrar que todos os brasileiros oportunistas foram condenados. Alguns estão presos. Outros fugiram, mas voltarão. Nenhum deles ficará impune. Os que eventualmente se livraram da punição dos juízes do STF um dia serão caçados pela mão divina.

Jair, Flávio, Eduardo, Carluxo, Renan e Michelle Bolsonaro costumam definir os que não votam neles ou com eles como comunistas e esquerdopatas. Na prática, eles são o melhor indicador do caráter de uma pessoa oportunista. É assim que tratam os que não aceitam lhes proporcionar benefícios. Meu segredo é dar às pessoas a mesma importância que elas me dão. Considerando que vaso ruim não quebra, fecho com os que acham que Brigitte Bardot fará muita falta. Quanto aos Bolsonaro…

Sei que falar contra o clã para os que preferem o caos é o mesmo que enxugar gelo. Entretanto, não posso concluir antes de revelar cinco coisas que não desejo para ninguém: Covid, câncer, chifre, parente interesseiro e mais um Bolsonaro candidato à Presidência da República. Cada uma tem seu tempo, mas todas acabam em caixão e vela preta.

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Mathuzalém Júnior é jornalista profissional desde 1978

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