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Se me faço de besta, é pra acalmar a minha alma… E basta!
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Levamos a vida inteira cedendo.
Emprestando energia.
Suportando.
Aceitando.
Calando.
Compreendendo.
Passando por cima.
Relevando.
Esquecendo.
Perdoando.
Fingindo que não vemos.
Abstraindo.
Eu aprendi que a incrível arte da indiferença pode ser benéfica em alguns aspectos.
E sempre que a contemplo e a utilizo, o faço por mim, não pelo outro.
Se tem uma coisa clara, hoje, para mim é que nada é capaz de pagar minha paz interior.
Se me faço de besta, é para acalmar minha alma.
Ela é mais importante para mim.
O desprezo em forma de indiferença pode ser um santo remédio.
Ódio, não: a indiferença.
E basta.
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Gilberto Mota é escritor, jornalista, professor/pesquisador que aprendeu com a avó Rita a “se fazer de besta para acalmar a alma”; depois aprendeu a ler e a escrever. Vive na pequena vila da Guarda do Embaú no litoral de SC.