Feliz Ano Novo
Pra não dizer que não falei de flores, em 2025
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O aumento dos casos de feminicídios me faz lembrar da tolerância da censura em relação às letras de músicas machistas; da falta de diagnóstico e atendimento do ciumento mórbido; na frouxa punição ao crime de misoginia.
A Extrema Direita tem financiado musicais sertanejos com frequência. Via de regra suas letras são machistas. Tomo por exemplo uma música popular que, à revelia de não ser sertaneja, é digna do meu maior repúdio, em especial, do refrão: “Se te agarro com outro, te mato!/Te mando algumas flores e depois escapo”.
Inevitável lembrar da “frieza do psicopata” descrita por Paim (Vide Isaías Paim – Psicopatologia, compêndio).
Os feminicídios costumam ser crimes praticados com performances hediondas e, na legislação brasileira (Código Penal) não há o rigor punitivo demandado.
Como se não bastasse, o Congresso apresenta a ” frieza do psicopata” em relação à toda sorte de demandas da base da pirâmide social, a exemplo dos direitos das mulheres. Talvez movido por um ciúme mórbido dos poderes judiciário e executivo… Talvez por pura misoginia inerente ao homem branco (dono da Lei).
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Edna Domenica é pedagoga, cronista e poeta. Autora desses votos merecidos aos leitores e equipe do Notibras: “Feliz ano novo (de novo).
Fogos silenciosos inaugurem renovada fraternidade entre as gentes.
Luzes silentes unam delicadas palmas
Em prece presente que acalma.”