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Filipe Martins no xilindró

Nova trapalhada antecipa prisão de outro golpista

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@donairene13 - Foto de Arquivo

O ministro Alexandre de Moraes aparentemente começou o ano de 2026 com uma disposição invejável para o trabalho. Logo no primeiro dia útil, decretou a prisão preventiva de Filipe Martins, ex-chefe da assessoria de Jair Bolsonaro e figura conhecida nos episódios que cercam a tentativa de golpe. A decisão veio depois do descumprimento de medidas cautelares, que, convenhamos, não são exatamente um convite à criatividade digital.

E é aí que a história ganha contornos quase cômicos. Consta que Filipe, mesmo teoricamente recolhido, resolveu dar uma voltinha pelas redes sociais. Visitou perfil, deixou rastro, gerou notificação e acabou denunciado pela própria pessoa que percebeu a visita. Em tempos de algoritmos vigilantes, esquecer que a internet avisa tudo é, no mínimo, falta de atenção aos detalhes. Achei tragicômico.

Ainda mais porque ele estava em casa cumprindo medidas cautelares depois que Silvinei Vasques tentou fugir usando passaporte falso no Paraguai. Ou seja: o contexto pedia discrição absoluta, e o resultado foi exatamente o oposto.

No fim das contas, a quadrilha de Bolsonaro até lembra aqueles trapalhões que erram o roteiro o tempo todo. Mas é importante não confundir trapalhada com inocência. Continuam sendo atos graves, continuam sendo crimes contra a democracia, e continuam exigindo responsabilização.

Rir da falta de habilidade pode até ser inevitável. Mas pagar pelos atos golpistas é necessário. E, pelo visto, 2026 começou deixando isso bem claro.

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