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Amor que foi chama

Ecos do Infinito

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

Eu te amei como ninguém,
com um amor raro, feito de estrelas,
entreguei-te minha essência, meu sopro e meu pensamento,
e tu partiste sem direção, como constelações em fuga.

Como navegante que queima suas velas,
esperei cada aurora pelo teu retorno,
não consegui apagar o brilho do último instante,
e busquei dentro de mim respostas escondidas em silêncio.

Deixei que o tempo se desenrolasse,
como rio que corre sem fim,
e ainda assim sentia a dor como cicatriz de fogo,
com uma alma que clamava por companhia.

De repente, meu coração incendiou-se como sol nascente,
eu te vi radiante, florescendo como aurora,
cada sonho oculto dentro de mim
desabrochou como jardim na primavera.

Mas das sombras surgiu um véu,
um beijo que não era meu,
e minha alegria se dissolveu como neblina,
nada restou para iluminar o horizonte.

Eu te vi entregue a outro destino,
e compreendi que o amor também se desfaz,
como chama que se apaga no vento,
como paixão que se consome em silêncio.

Nem mesmo a lembrança guardada reluz,
pois o tempo apagou sua claridade.
O amor que foi chama, agora é cinza,
e no vazio resta apenas o eco do infinito.

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