Perna cabeluda
TEMOS, SIM, MOLHO E BOROGODÓ!
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Atenção: O Globo de Ouro NÃO é um prêmio criado pela Rede Globo de Televisão.
É uma seleção criada pela indústria cultural cinematográfica dos EUA, Hollywood, para destacar as melhores produções audiovisuais de todo o mundo ao longo do ano.
Portanto, não é “café pequeno” o feito conquistado pelo filme O Agente Secreto, do diretor e roteirista Kleber Mendonça Filho (11/01/26).
Dois dos mais importantes prêmios: Melhor Filme em Língua-não inglesa e Melhor Ator-Drama para Wagner Moura.
Filme-documento que mistura ficção e realidade na busca de refletir o período tétrico do final dos anos 70, a ditadura no Brasil e muito mais: expõe a violência e o terror materializando a necessidade de não perdermos a memória, a História real vivida.
E com forma e conteúdo criativos, saborosos – embora com temáticas “pesadas” de perseguição e injustiças -, mas com tramas brasileiras/universais e personagens ricos e inesquecíveis.
Tudo é política, poder, construções simbólicas e culturais. A incorporação de mitos regionais do Recife, Pernambuco, como o Carnaval, a gata de duas cabeças e a Perna Cabeluda são sacações antológicas.
Wagner Moura é um caso muito especial. Dedicarei, nas próximas crônicas, todo o espaço do mundo – e ainda será mínimo – para falar de talento, garra, amor à arte de interpretar e à vida.
Wagner é mesmo o “Baiano que tem molho!”.
Wagner tem o “Ó DO BOROGODÓ”.
O filme ganhou vida própria, nossos corações e o mundo.
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Gilberto Motta é escritor, jornalista, professor/pesquisador e apaixonado pelo cinema local/universal. Vive na Guarda do Embaú, litoral de SC.