Espelho, espelho meu
Pragas e maldições são realidade ou fantasia?
Publicado
em
A Magia e a Feitiçaria são fenômenos culturais, espirituais e religiosos que acompanham a humanidade desde seus primórdios até os dias atuais. Ambas remetem ao esforço humano de interagir com forças invisíveis para transformar a realidade, proteger-se de infortúnios ou alcançar objetivos específicos, ou fazer o mal a outra pessoa. A prática do mal é campo fértil na Magia Negra e na Feitiçaria.
Enquanto a Magia Negra faz uso das mesmas leis e instrumentos da Magia Branca, a Feitiçaria, por sua vez, está mais relacionada à tradição popular, às práticas transmitidas de geração em geração, envolvendo encantamentos, proteção, atração, banimento e maldições. Vale salientar que a força das praga e maldições é igual ou superior à forças das bênçãos, pois as vibrações emanadas do mal, ao atingirem o corpo vulnerável e desprevenido, se instala com facilidade e solidez. Para anulação e eliminação das forças maléficas são necessárias forças contrárias e superiores, através da mobilização das Leis Naturais pelo Mago ou Exorcista.
Ao longo da história religiosa da humanidade, pragas e maldições são compreendidas não apenas como fenômenos naturais, mas como intervenções espirituais, expressões da justiça divina ou consequências diretas do uso de forças ocultas. As Dez Pragas do Egito, citadas na Bíblia, têm o poder de libertar o povo de Israel da escravidão; elas revelam também o confronto entre o Deus hebraico e os poderes mágicos do Egito antigo, onde sacerdotes e magos tentaram, em vão, replicar os sinais de Moisés (Êxodo 7–11). O texto pontua que a magia humana possui limites, enquanto a ação divina manifesta soberania absoluta.
As pragas e maldições são frequentemente associadas à Magia Negra e à bruxaria, com o uso de forças sutis para causar dano, desequilíbrio, doença, submissão espiritual ou morte. Tradições africanas, europeias e orientais reconhecem que rituais envolvendo ervas, objetos pessoais e órgãos de animais, acompanhados de palavras de poder e invocações são empregados para fins destrutivos. A prática é temida e atinge com êxito os menos esclarecidos e desavisados sobre medidas protetivas perante ataques espirituais.
Maldições são emanadas pela força do pensamento, ou psicogonias. Quando alguém profere palavras emocionalmente fortes de ódio contra outrem, a depender dos mecanismo utilizados, podem afetar fatalmente a pessoa a quem se destina. Assim, as forças-pensamento do mal atuam como energias radioativas, que impregnam o indivíduo, grupo de pessoas, famílias ou mesmo cidades por longo tempo causando malefícios. A história registra famílias atingidas por pragas durantes gerações e centenas de anos. Assim foi com a dinastia dos Habsburgos, a Casa de Cowdrey, e a família Kennedy, só para citar alguns.
A feitiçaria com ervas e animais, amplamente presente nas culturas latino-americanas, possui tanto o poder de cura, como da destruição. Enquanto a Magia Branca busca o fortalecimento e restauração, a Magia Negra manipula as mesmas forças para provocar enfermidades, esterilidade, ruína financeira ou perturbações espirituais.
Para os Padres Apostólicos e Patrísticos, os demônios não criam o mal; eles operam explorando brechas morais, emocionais e espirituais. Assim, uma maldição só encontra eficácia quando há medo, fraqueza e desordem espiritual, individual ou coletiva. Na ótica dos religiosos patrísticos, a resposta às maldições nunca é outra maldição, mas conversão, oração e restauração da ordem espiritual. O mal não é combatido em seu próprio terreno, mas dissolvido pela reintegração ao Bem. A solvência do mal pela força do bem, é um procedimento alquímico operacional contido no Princípio “Solve et Coagula”. Instrumentos de defesa como orações, cânticos, talismãs, amuletos, e palavras mágicas como ABRACADABRA, têm o poder de eliminar as pragas e maldições, desde que devidamente empregados.
Entre pragas bíblicas, feitiçarias e demonologia, emerge a Lei Divina, onde o verdadeiro poder não é a capacidade de amaldiçoar, mas a autoridade espiritual que restaura, ilumina e liberta.
Assim é!
………..
Giovanni Seabra
Grão Mestre do Colégio dos Magos e Sacerdotisas
@giovanniseabra.esoterico
@colegiodosmagosesacerdotisas