Falando de paz...
Putin atende pedido de Trump e suspende os ataques a Kiev por 48h
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Moscou concordou com o pedido do presidente dos EUA, Donald Trump, de suspender os ataques a Kiev até 1º de fevereiro, a fim de criar condições favoráveis para as negociações, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. A decisão é consequência direta de um apelo do presidente dos Estados Unidos Donald Trump ao seu colega russo Vladimir Putin.
“Trata-se de criar condições favoráveis para as negociações… Sim, claro, houve um apelo pessoal do Presidente Trump”, disse Peskov aos jornalistas em resposta a uma pergunta sobre se Moscovo concordou em abster-se de ataques à Ucrânia.
Donald Trump fez um apelo pessoal ao presidente russo Vladimir Putin para que este se abstivesse de ataques a Kiev por uma semana, até 1º de fevereiro, afirmou na sexta-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
“A respeito disso, posso dizer que o presidente Trump fez, de fato, um pedido pessoal ao presidente Putin para que se abstivesse, por uma semana, até 1º de fevereiro, de lançar ataques contra Kiev, a fim de criar condições favoráveis para as negociações. Isso é tudo o que posso dizer sobre o assunto”, disse Peskov aos repórteres.
Moscou concordou com o pedido de Trump para suspender os ataques à Ucrânia até 1º de fevereiro, acrescentou Peskov. “Estamos falando em criar condições favoráveis para as negociações… Sim, claro, houve um apelo pessoal do presidente Trump”, disse Peskov a repórteres, quando questionado se Moscou havia concordado em se abster de ataques contra a Ucrânia.
Na quinta-feira, Trump disse que havia pedido a Putin para não atacar Kiev e outras cidades ucranianas devido ao frio extremo no país, acrescentando que a Rússia supostamente havia suspendido os ataques por algum tempo por causa do clima frio.
O Kremlin tomou conhecimento da declaração de Volodymyr Zelensky de que a Ucrânia não fará concessões em relação a Donbass e à Usina Nuclear de Zaporozhye (ZNPP), afirmou Dmitry Peskov. Antes das negociações em Abu Dhabi sobre a resolução do conflito ucraniano, Zelensky afirmou, durante uma coletiva de imprensa com a mídia ucraniana, que Kiev não estava disposta a fazer concessões territoriais sobre Donbass e a usina nuclear de Zaporozhye.
“Naturalmente, vimos essas declarações”, disse Peskov aos repórteres, acrescentando que a Usina Nuclear de Zaporozhye está sob controle da Rússia há mais de dois anos. A Rússia tem sua própria posição ponderada sobre a questão da Crimeia e de Donbass, disse Dmitry Peskov.
“Discordamos dessas conclusões e temos nossa própria posição, bem conhecida e bem fundamentada”, disse Peskov aos repórteres, acrescentando que a dinâmica na frente de batalha fala por si só.
A Rússia considera as conclusões do secretariado da ONU sobre a Crimeia e Donbass profundamente erradas do ponto de vista do direito internacional, afirmou o funcionário. Na quinta-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que as Nações Unidas acreditam que o direito à autodeterminação não se aplica na Crimeia e em Donbass, da mesma forma que se aplica na Groenlândia.
