Pernambuco
Espionagem reacende tensão política entre Raquel Lyra e João Campos
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Mais um capítulo se soma à já tensa disputa política entre Raquel Lyra e João Campos em Pernambuco. Desta vez, o embate ganhou contornos institucionais graves após decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou que a Polícia Federal assuma a investigação sobre a suposta prática de espionagem e monitoramento ilegais, que teriam sido realizados por setores da Polícia Civil do estado.
O caso exige apuração rigorosa, transparente e independente. Não se trata apenas de um conflito político entre adversários, mas de uma denúncia que envolve o possível uso indevido de uma instituição pública para fins que extrapolam suas atribuições legais. Em um ano eleitoral, o risco é ainda maior: qualquer sinal de instrumentalização da polícia para interesses políticos compromete a democracia e destrói a confiança da população nas instituições.
A Polícia Civil não pode, sob nenhuma hipótese, ser transformada em ferramenta de disputa partidária. Seu papel é investigar crimes, proteger a sociedade e atuar com base na legalidade, jamais servir como braço de estratégias eleitorais. Se houve monitoramento ilegal, trata-se de um desvio de finalidade grave, que precisa ser responsabilizado exemplarmente.
O que está em jogo não é apenas a rivalidade entre Raquel Lyra e João Campos, mas o respeito ao Estado de Direito. Desvio de finalidade não pode ser tolerado. A democracia se enfraquece quando instituições são capturadas por interesses políticos, e se fortalece quando a lei vale para todos, inclusive para quem governa.