Curta nossa página


E o que inspira a ação

O ponto zero (da criação)

Publicado

Autor/Imagem:
Simone Magalhães - Foto Francisco Filipino

Do que o seu poema tem fome?
De outros poemas?
Daqueles que escreveram antes?
A criação começa sempre do zero
E como isso nos consome, angustia!

Como já dizia Murilo Mendes
‘Quase sempre’ a inspiração vem
Dos poetas que nós amamos
Dos textos que lemos
Mas para mim, a pertub(ação)
É uma constante

Um desencaixe aqui, outro acolá
Um não acolhimento
Uma mente inquieta
Uma intensidade que não se basta
No peito sem c’alma

É como um sonho constante
Uma série de desencontros
Uma velha carência
Que o abismo (em mim)
Extravasa para o papel

Mas qual o segredo da palavra certa?
Como dar o start no vazio que te cerca?
Comece pelo que te incomoda
E eis aí, boa parte da inspiração
No mais …

Liberte-se! Experimente-se!

Escolha o seu personagem
E perca-se pelo caminho
Permita-se! Desabroche!
Afinal, a poesia é como tirar férias
Sem um tempo definido

……………………

*Poema publicado, em 2023, na coletânea “A poesia é o meu legado” (Editora Inovar).

Publicidade
Publicidade

Copyright ® 1999-2026 Notibras. Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços da Agência Brasil, Agência Brasília, Agência Distrital, Agência UnB, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.