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Francine Cruz

Poesia como sobrevivência

Publicado

Autor/Imagem:
Luísa Nogueira - Foto Divulgação

A escritora paranaense Francine Cruz transforma a experiência feminina contemporânea em denúncia, memória e resistência.

Pelas obras anteriores da escritora, adquiri o livro (Sobre)Viver e morrer num corpo de mulher, ainda na pré-venda. E hoje, na Semana do Dia Internacional da Mulher, não poderia deixar de falar sobre ele.

Há livros que se leem. Outros nos transformam.

(Sobre)Viver e morrer num corpo de mulher, de Francine Cruz, pertence a essa segunda categoria. Integrante da Coleção Gralha Azul, da editora Toma Aí Um Poema, o livro mergulha nas camadas profundas do que significa existir em um corpo feminino na contemporaneidade.

A poesia de Francine não busca apenas beleza, busca verdade. Em seus versos, o corpo da mulher aparece como território de memória, de dor e também de resistência. O livro nasce de um impulso íntimo e profundo: o de confrontar uma realidade em que muitas mulheres ainda precisam lutar para existir com dignidade.

“Poesia não é ornamento: é sobrevivência.”

Quando a autora escreve “chorem por essa mulher”, não se trata apenas de um lamento individual. A frase ecoa como um lamento coletivo, lembrando histórias que atravessam gerações de mulheres silenciadas, violentadas ou invisibilizadas.

Mas seria um erro ler este livro apenas como denúncia. Há também nele uma insistência na vida. Francine Cruz propõe viver “em verbo e não substantivo”, uma imagem que sugere movimento, ação e transformação.

Sua poesia nos lembra que a literatura pode ser abrigo, mas também ferramenta. A palavra escrita torna-se espaço de resistência, memória e afirmação. Porque, às vezes, sobreviver também é uma forma de poesia.

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Sobre Francine:
Francine Cruz é escritora, pesquisadora e professora. Autora de obras que transitam entre poesia, romance, literatura infantil e ensaios acadêmicos, também atua na área da Educação Física e da formação de professores. Sua produção literária dialoga com temas como memória, corpo, identidade e experiência feminina. (Sobre)Viver e morrer num corpo de mulher, vem em edição linda, onde pode-se ver e sentir o carinho e o amor pelos livros.

Luísa Nogueira mantém, desde 2008, o blog Multivias, com textos sobre literatura, meio ambiente e cotidiano.

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